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Réu de caso de estupro coletivo se entregou à polícia usando camisa com frase: “Não se arrependa“

Segundo apurações divulgadas pela imprensa, a frase utilizada na camisa aparece em discursos de influenciadores ligados a movimentos que defendem a dominação masculina.

Vitor Hugo na 12ª DP, ao lado imagens do dia do crime | Foto: Reprodução
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Um dos acusados no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, chamou atenção ao se apresentar à polícia vestindo uma camiseta com a frase em inglês “Regret Nothing” (“Não se arrependa de nada”). O jovem se entregou às autoridades na última quarta-feira (4), na 12ª Delegacia de Polícia.

A imagem do momento em que o suspeito chegou à delegacia rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente pelo significado da frase estampada na camisa. A expressão tem sido associada, em alguns contextos, a discursos presentes em comunidades virtuais que propagam ideias misóginas e de hostilidade contra mulheres.

RED PILL

O suspeito é Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, que compareceu à delegacia acompanhado do advogado Ângelo Máximo. Na ocasião, o defensor afirmou que o cliente se apresentou espontaneamente e confia em provar inocência.

“Ele não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida”, declarou o advogado.

Segundo apurações divulgadas pela imprensa, a frase utilizada na camisa aparece em discursos de influenciadores ligados a movimentos que defendem a dominação masculina. Entre os nomes frequentemente associados a esse tipo de discurso está o influenciador Andrew Tate, que responde a processos por acusações como estupro e tráfico humano.

Foto: Reprodução - Slogan usado por comunidades machistas

Essas ideias também são difundidas em comunidades virtuais conhecidas como “redpills” e “incels”, grupos que defendem visões extremistas e frequentemente misóginas sobre relações entre homens e mulheres.

Quem é o réu?

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o jovem é filho de José Carlos Costa Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. Ele foi exonerado do posto poucas horas antes da apresentação do filho à polícia.

Além disso, Vitor Hugo Simonin é estudante do tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. A instituição informou que abriu um processo administrativo para avaliar o desligamento do aluno.

Recentemente, também foi divulgada uma denúncia de ameaça registrada por uma mulher após ela fazer comentários nas redes sociais sobre o caso. A investigação segue em andamento.

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