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Saiba quem é Karina Kufa, advogada que perdeu a guarda do filho após se casar com Thiago Brennand

Especialista em Direito Eleitoral, Karina ganhou projeção nacional na defesa de Jair Bolsonaro e atualmente integra a equipe jurídica de Thiago Brennand

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  • Advogada Karina Kufa, ex-advogada de Bolsonaro, perde provisoriamente a guarda do filho após casamento com Thiago Brennand, acusado de crimes contra mulheres.
  • Justiça de São Paulo determina que filho permaneça com o pai após férias, após análise de risco à convivência com a mãe.
  • Karina Kufa é especialista em Direito Eleitoral, fundadora de escritório de advocacia e ativa em redes sociais com a Igreja Renascer em Cristo.
  • Thiago Brennand, preso desde 2023, foi condenado a 31 anos por crimes contra ex-companheira, incluindo estupro e violência.
  • Processo tramita sob segredo de Justiça, com decisão de perícia psicológica para avaliar melhor interesse da criança.
Thiago Brennand vai se casar com advogada Karina Kufa | Foto: Reprodução/Instagram
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A advogada Karina de Paula Kufa, que perdeu provisoriamente a guarda do filho após se casar com o empresário Thiago Brennand, ganhou projeção nacional ao integrar a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Especialista em Direito Eleitoral, ela também é fundadora de um escritório de advocacia e costuma compartilhar publicações sobre a fé cristã evangélica nas redes sociais.

Na terça-feira (15), a Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, que o filho de Karina permaneça provisoriamente com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior, após o período de convivência das férias.

Thiago Brennand está preso desde abril de 2023 e responde a diversos processos criminais. Ele já foi condenado em diferentes ações por crimes contra mulheres, incluindo estupro, agressões e outros episódios de violência. A condenação mais recente ocorreu na segunda-feira (14), quando foi sentenciado a 31 anos de prisão por crimes contra uma ex-companheira, que relatou ter sido agredida e obrigada a tatuar as iniciais do empresário no próprio corpo.

Trajetória na advocacia

Karina Kufa passou a integrar a equipe jurídica de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e permaneceu como uma das principais advogadas do ex-presidente em ações eleitorais e partidárias.

Atualmente, também integra a defesa de Thiago Brennand. Ao longo da carreira, atuou ainda para o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, investigado por suspeitas de uso da corporação durante as eleições de 2022, além do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo informações divulgadas em seu perfil no LinkedIn, Karina é fundadora do escritório Kufa Advocacia, diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp e presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. Ela também informa possuir pós-graduação em Direito Administrativo pela PUC-SP.

Karina e Eduardo Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

VÍNCULO COM A IGREJA RENASCER

Além da atuação na advocacia, Karina costuma compartilhar manifestações públicas de fé nas redes sociais. Em diversas publicações, demonstra proximidade com a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo e uma das idealizadoras da Marcha para Jesus.

Em uma postagem no Instagram, a advogada afirmou que foi batizada por Sônia Hernandes e atribuiu à líder religiosa parte de sua formação espiritual.

Foi ela quem me batizou. E, desde então, me acompanha com constância, discernimento e coragem em ciclos de lutas duras e grandes vitórias. Não como espectadora, mas como quem entende que liderança verdadeira exige presença, firmeza e propósito. Posso afirmar que seu exemplo de mulher e os ensinamentos que me passou sobre a vida e a palavra de Deus me fizeram uma mulher muito melhor.

Após a posse dos ministros Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e André Mendonça na vice-presidência da Corte, Karina também publicou uma mensagem desejando sucesso aos magistrados na condução da Justiça Eleitoral.

Karina e a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Marcha para Jesus | Foto: Reprodução/Redes sociais

Perda provisória da guarda

Segundo o processo, a guarda da criança é compartilhada e o domicílio de referência havia sido fixado com a mãe por acordo homologado em março deste ano. Na decisão, o juiz registra que Karina se casou com Thiago Brennand no início de julho.

O magistrado destaca que Brennand responde e já foi condenado por diversos crimes contra mulheres e afirma que as acusações atribuídas ao empresário são de elevada gravidade, incluindo episódios de violência contra pessoas com quem manteve relacionamento.

Diante desse contexto, o juiz considerou necessário avaliar se a permanência da criança no domicílio materno atende ao melhor interesse do menor. Embora o mérito da ação ainda dependa da manifestação das partes, produção de provas e parecer do Ministério Público, o magistrado entendeu que havia elementos para conceder uma tutela de urgência.

Com isso, determinou que, ao término do período de convivência paterna durante as férias, o filho permaneça provisoriamente com o pai. A decisão também autoriza a matrícula da criança em uma escola na cidade de São Paulo.

Karina Kufa terá cinco dias para apresentar manifestação sobre o pedido de tutela de urgência. Além disso, a Justiça determinou a realização de perícia psicológica para avaliar as condições familiares e verificar qual medida atende melhor ao interesse da criança.

Nota do pai da criança

Amilton Augusto da Silva Júnior informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e afirmou que adotou todas as medidas legais que considerou necessárias para proteger o filho.

"Em relação aos questionamentos que tenho recebido sobre o processo envolvendo a guarda do meu filho, esclareço que não posso fornecer detalhes, uma vez que a ação tramita sob segredo de justiça, medida que existe justamente para preservar a intimidade e o melhor interesse da criança.

O que posso afirmar é que, como advogado e pai, adotei todas as medidas legais que estavam ao meu alcance para proteger meu filho de qualquer situação que, no meu entendimento, pudesse representar riscos ao seu desenvolvimento e bem-estar.

Por respeito ao sigilo judicial e, principalmente, à preservação da criança, não farei outros comentários sobre o caso neste momento. No mais, sigo confiante na Justiça e fazendo o que entendo ser o melhor para o meu filho."

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