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Saiba quem são os pacientes mortos em UTI no Distrito Federal

Pacientes assassinados tinham entre 33 e 75 anos; três técnicos de enfermagem foram presos

As vítimas: Marcos Raymundo Fernandes Moreira, Miranilde Pereira da Silva e João Clemente Pereira. | Foto: Reprodução / Redes Sociais
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Três profissionais da saúde foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), suspeitos de matar três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga.

A investigação aponta que os suspeitos teriam injetado substâncias não prescritas nos pacientes, incluindo desinfetante, o que levava a paradas cardiorrespiratórias e, consequentemente, à morte.

Em um dos casos, a perícia identificou que uma paciente recebeu pelo menos 10 doses de desinfetante diretamente na veia. Os crimes ocorreram em datas diferentes, e a motivação para os assassinatos é desconhecida.

Técnicos presos suspeitos da morte de três pacientes no DF | Foto: Reprodução

QUEM SÃO AS VÍTIMAS

Miranilde Pereira da Silva, 75 anos

Professora aposentada da rede pública, morava em Taguatinga. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), ela atuou por anos na Regional de Ensino de Ceilândia, na Escola Classe 03. Morreu em 17 de novembro. Em nota, o sindicato manifestou profundo pesar, destacando que Miranilde era comprometida com a educação pública do DF.

Miranilde Pereira, 75 anos. Foto: Reprodução / Redes Sociais 

João Clemente Pereira, 63 anos

Morador do Riacho Fundo I, trabalhava como supervisor de manutenção na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Segundo a investigação, ele recebeu duas aplicações irregulares de medicamento.

João Clemente Pereira, 63 anos - Foto: Reprodção / Redes Sociais

Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos

Morava em Brazlândia e era funcionário dos Correios, lotado no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) da região. Em nota de pesar, o Sintect-DF prestou solidariedade aos familiares e colegas.

Marcos Raymundo,  33 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais

INVESTIGAÇÃO

Até o momento, a polícia investiga cerca de 20 mortes que podem ter relação com a conduta dos técnicos de enfermagem. Três desses óbitos já apresentam fortes indícios de terem sido causados pela ação dos profissionais.

A Polícia Científica segue analisando prontuários e realizando perícias para confirmar a extensão dos crimes cometidos pelo grupo.

O QUE DISSE O HOSPITAL

Em nota, o Hospital Anchieta informou que, ao identificar circunstâncias fora do comum, a unidade instaurou, por iniciativa própria, um comitê interno de análise e "conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes".

A instituição também se solidarizou com os familiares e informou que "está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça".

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