O síndico Cleber Rosa de Oliveira, suspeito de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, foi levado pela Polícia Civil até o prédio onde o crime aconteceu, em Caldas Novas (GO), para participar de novas perícias relacionadas ao caso na noite de sexta-feira (30).
Segundo ele, os peritos conduziram uma reconstituição no subsolo do prédio, que incluiu mais de quatro disparos de arma de fogo feitos para a medição de decibéis. O objetivo era medir a intensidade do som e a distância dos disparos que podem, ou não, ter ocorrido no momento do crime.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada da última quarta-feira (28), em uma área de mata na região de Caldas Novas, em Goiás.
SUSPEITOS DO CRIME
Cléber e o filho dele, suspeito de auxiliar na obstrução de provas para dificultar as investigações do caso, foram presos temporariamente no âmbito do inquérito que apura a morte da corretora.
De acordo com a polícia, o síndico chegou a colaborar com as investigações e indicou aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado.
Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima filmava os relógios de energia.
A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos: Daiane desaparece das imagens às 19h e, às 19h08, as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.
A análise da polícia indica que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada de lá já sem vida. A única imagem do suspeito registrada naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos às escadas não eram cobertos por câmeras de monitoramento.
Com informações da CNN.