Amaury de Sousa Rocha, de 39 anos, suspeito de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta sexta-feira (24) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, após apresentar um documento falso durante uma abordagem policial. Após a confirmação de sua identidade, ele foi expulso do país e entregue pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) à Polícia Federal (PF) em Corumbá (MS), onde permanecerá à disposição da Justiça brasileira.
Segundo a Polícia Federal, Amaury possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Minas Gerais e deverá cumprir pena de 20 anos de prisão. A captura ocorreu durante uma patrulha de rotina realizada pela polícia boliviana na zona norte da cidade.
Documento falso levantou suspeita
De acordo com a PF, durante a abordagem policial, Amaury apresentou documentação falsa na tentativa de esconder sua verdadeira identidade. No entanto, após contato com as autoridades brasileiras, foi possível confirmar quem ele realmente era e constatar a existência do mandado de prisão em aberto.
Com a identificação confirmada, as autoridades da Bolívia emitiram imediatamente um documento de expulsão, permitindo que o suspeito fosse entregue às forças de segurança brasileiras na região de fronteira.
Crimes investigados
Segundo as investigações da Polícia Federal, Amaury responde por diversos crimes, entre eles receptação, roubo, roubo qualificado, uso ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. A polícia também aponta que ele possui ligação direta com uma organização criminosa de atuação nacional.
A suspeita é de que ele integrasse ações ligadas ao PCC, uma das maiores facções criminosas do país, com atuação em vários estados brasileiros e também em outros países da América do Sul.
Entrega à Polícia Federal
Após ser retirado da Bolívia, Amaury foi levado pela Interpol até a sede da Polícia Federal de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, onde foram realizados os procedimentos legais de custódia e formalização da prisão.
Agora, ele segue à disposição da Justiça e deverá ser transferido para o sistema prisional, onde cumprirá a pena determinada pela Justiça de Minas Gerais.