- Carlos Daniel Gonçalves fugiu do fórum de Mâncio Lima após pedir banheiro durante audiência.
- Fuga ocorreu na manhã da terça-feira (26), enquanto a Polícia Civil cumpria outro mandato de prisão.
- Carlos Daniel é considerado perigoso e tem extensa ficha criminal, incluindo tráfico de drogas e homicídios.
- A vítima, Carlos César de Souza da Silva, foi morta no réveillon (31/12) após invasão em sua casa por homens encapuzados.
O suspeito Carlos Daniel Gonçalves fugiu do fórum de Mâncio Lima após pedir para usar o banheiro durante uma audiência de custódia realizada na manhã dessa terça-feira (26). Ele estava preso pela morte de Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, assassinato ocorrido no réveillon deste ano.
A fuga foi confirmada pelo delegado José Obetânio dos Santos. Segundo ele, a Polícia Civil do Acre levou o preso até o fórum e o deixou sob responsabilidade da equipe de segurança do Judiciário. “A equipe policial, logo que deixou o homem, já saiu para cumprir outro mandado de prisão. Foi nesse espaço de tempo que ocorreu a fuga”, explicou o delegado.
Até a tarde desta quarta-feira (27), o suspeito ainda não havia sido recapturado.
Delegado diz que suspeito é considerado perigoso
De acordo com o delegado, Carlos Daniel possui extensa ficha criminal, com passagens por:
- tráfico de drogas;
- roubos;
- homicídios.
Ele é apontado pelas autoridades como um dos criminosos mais perigosos da região. “É um cidadão que vive preso”, afirmou José Obetânio. Segundo a investigação, o suspeito foi preso logo após o homicídio, mas conseguiu liberdade em fevereiro mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Posteriormente, acabou preso novamente por tráfico de drogas. O delegado informou ainda que concluiu o inquérito do homicídio e representou pela prisão preventiva do investigado.
Crime ocorreu no réveillon
A vítima, Carlos César de Souza da Silva, foi morta no dia 31 de dezembro, após ter a casa invadida por três homens encapuzados que se passaram por policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser acionado, mas o jovem já estava sem vida.
Segundo a polícia, Carlos César também tinha ficha criminal e havia sido preso anteriormente acusado de matar o primo, Claudemir Cruz Vieira, durante uma discussão envolvendo carne de tatu.
Na ocasião, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade e acabou assassinado semanas depois. O caso segue sob investigação das autoridades acreanas.