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Técnico suspeito por mortes em UTI tentou matar professora três vezes antes de conseguir

Marcos Vinícius e outras duas técnicas foram presos no Hospital Anchieta; trio negou crimes, mas confessou após ser confrontado com provas

Médico aplicando substância em um dos pacientes que veio a óbito | Foto: Reprodução
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O técnico em enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, é investigado por tentar matar ao menos três vezes a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, antes de consumar o crime. A vítima morreu no dia 17 de novembro de 2025, após internação na UTI do Hospital Anchieta, no Distrito Federal.

De acordo com o inquérito policial, nas três primeiras tentativas, o profissional teria aplicado substâncias letais na paciente, provocando paradas cardíacas. Em todas elas, no entanto, a idosa foi reanimada pela equipe médica.

Quarta tentativa resultou na morte

Segundo a investigação, na quarta tentativa o técnico teria utilizado um produto desinfetante, aplicado repetidas vezes na veia da paciente. Desta vez, a vítima sofreu nova parada cardíaca e não resistiu.

O inquérito descreve que o suspeito teria preparado o conteúdo e aplicado sucessivas doses, o que resultou na morte da professora. O caso é tratado como homicídio qualificado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Durante a ação, outra técnica de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, teria acompanhado a situação sem intervir. Conforme o relatório policial, a profissional assistiu ao ocorrido de forma passiva.

Outras mortes sob investigação

Ainda segundo a PCDF, Marcos Vinícius teria cometido outros dois crimes semelhantes no mesmo hospital. No dia 17 de novembro, ele teria aplicado a mesma substância em João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb. A vítima chegou a ser reanimada, mas morreu após o técnico retornar ao hospital fora do horário de trabalho.

Já no dia 1º de dezembro, o carteiro Marcos Moreira, de 33 anos, morreu após receber a aplicação da substância. Nesse caso, a investigação aponta que a técnica Amanda Rodrigues de Sousa teria auxiliado na obtenção do produto e acompanhado o procedimento.

Marcos Vinícius Silva,  Marcela Camilly e Amanda Rodrigues  (Foto: Reprodução)

O que disseram

Marcos Vinícius Silva Barbosa, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa foram presos suspeitos de envolvimento nas três mortes ocorridas dentro da UTI do Hospital Anchieta.

Inicialmente, os investigados negaram os crimes, afirmando que apenas administravam medicamentos prescritos por médicos. No entanto, após serem confrontados com provas reunidas no inquérito, os três confessaram os homicídios. Segundo o delegado responsável pelo caso, o grupo demonstrou frieza e não apresentou motivação para os crimes.


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