Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, presa por injúria racial contra uma vendedora ambulante foi solta nesta sexta-feira (23) após audiência de custódia.
A gaúcha estava de passagem por Salvador, na Bahia, quando proferiu ofensas racistas e chegou a cuspir na vendedora.
A defesa de Gisele solicitou que ela fosse solta já que não haveria material o suficiente para comprovar o crime e também a falta de demonstração de flagrância.
O QUE DETERMINOU A JUSTIÇA
O que não foi aceito pela Justiça Brasileira que entendeu que os elementos colhidos na investigação são suficientes. O Ministério Público da Bahia solicitou a liberdade da suspeita que passará a cumprir algumas medidas cautelares, dentre elas:
- Comparecimento a todos os atos do processo, desde que intimada, devendo manter seu endereço atualizado nos autos do processo;
- Comparecimento bimestral em Juízo, por um ano, a partir do desta sexta-feira, para informar e justificar suas atividades;
- Proibição de se ausentar da Comarca de Porto Alegre, por período superior a dez dias, sem autorização judicial;
- Proibição de acesso ou frequência à Praça das Artes, situada no Pelourinho, nesta Cidade;
- Proibição de manter contato com a vítima e as testemunhas.
ENTENDA A SITUAÇÃO
Acontecia um evento gratuito na Praça das Artes em que a vítima, identificada apenas como Hanna, diz ter sido chamada de “lixo” pela suspeita.
“Eu fiz uma venda e retirei o balde um cliente. No momento que eu passei, ela falou: 'Vai mais um lixo'. Eu questionei e ela reafirmou que eu era um lixo e deu uma 'escarrada' em mim. Ela correu e eu perdi ela de vista. Ela teve problemas com outras pessoas e o segurança estava tentando tirar ela do evento", detalhou a mulher.
Além disso, Hanna afirma que a mulher chegou a olhar para ela nos olhos e dizer: “Eu sou branca”. A turista foi presa e encaminhada a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
Mesmo após a prisão, Gisele chegou a solicitar que fosse atendida por um delegado branco.