Um vizinho da professora Elisângela Barbosa de Almeida relatou à Polícia Civil de São Paulo que ouviu o marido da vítima cavando o local dias antes de o corpo dela ser encontrado. A mulher foi assassinada e enterrada no quintal de casa em Pariquera-Açú (SP).
No depoimento, o homem disse à corporação que, apesar do barulho, não suspeitou que um crime estava ocorrendo. Ele disse ter ouvido um barulho de enxada por volta das 3h de terça-feira (21). O som era similar a alguém escavando o solo.
INVESTIGAÇÃO
Elisângela estava desaparecida desde o dia 21 de abril, até que a irmã registrou um boletim de ocorrência. Durante as diligências, policiais desconfiaram da versão apresentada pelo marido, que alegava que a mulher teria saído de casa acompanhada de um suposto amante.
O marido da vítima, Jacemir Bueno de Almeida, foi preso e confessou o crime. Após agredir e matar Elisângela durante uma discussão, o companheiro permaneceu com o celular dela e enviou mensagens a amigos e familiares se passando pela vítima. O suspeito, inclusive, criou um perfil de casal com um suposto amante.
Os destinatários das mensagens, no entanto, desconfiaram da escrita e do conteúdo enviado destacando que aquela não era a forma que Elisângela escrevia.
Durante o depoimento, o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência. O fato chamou a atenção dos policiais, tendo em vista que o cano estourado não tinha relação com o desaparecimento. Os agentes foram ao imóvel e, após acionarem o Corpo de Bombeiros, encontraram o corpo da mulher enterrado.
Informalmente, Jacemir confessou o crime aos policiais e disse que agrediu a mulher com um tapa no rosto durante uma discussão. Segundo o relato, ela caiu ao chão desacordada e começou a convulsionar. O homem acrescentou que ficou desesperado com a situação e decidiu enterrá-la.
O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime.