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Advogado acusa vereador de tráfico de influência em Mandaguaçu

Representação criminal pede investigação sobre alteração de ordem de atendimentos

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  • Advogado protocola representação contra vereador por tráfico de influência em Mandaguaçu.
  • Vereador teria solicitado alteração na ordem de atendimentos para priorizar sua rua.
  • Representação acusa vereador de oferecer substância estimulante como recompensa.
  • Advogado sustenta que ato configura crime de tráfico de influência e usurpação de função.
  • Caso está sob análise do Ministério Público para instauração de inquérito.
Vereador o Fernando da Guadiana (PRD), | Foto: Reprodução\Redes sociais
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O advogado Flávio Franco Fassina protocolou uma representação criminal contra o vereador Fernando Souza, conhecido como Fernando da Guadiana (PRD), de Mandaguaçu (PR), acusando-o de tráfico de influência durante a execução do programa de instalação de lâmpadas de LED no município.

Segundo o documento, apresentado na Vara Única do Juizado Especial Cível do Foro Regional de Mandaguaçu, o parlamentar teria solicitado a um servidor público conhecido como “Zaqueu”, subordinado ao secretário municipal de Obras, Claudair Grossi, que alterasse a ordem cronológica dos atendimentos para priorizar locais indicados por ele, incluindo a rua onde mora, no centro da cidade.

A representação afirma ainda que, como forma de recompensa, o vereador teria oferecido ao servidor um comprimido com efeito sexualmente estimulante, citado no documento pelas expressões “coquinha” ou “vitamina”.

O advogado sustenta que a conduta pode configurar o crime de tráfico de influência, previsto no artigo 332 do Código Penal, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A peça também aponta possíveis indícios dos crimes de usurpação de função pública (artigo 328) e outras infrações previstas no Código Penal, sob a alegação de que o vereador teria exercido influência sobre a execução de serviços públicos.

Na representação, Fassina argumenta que a prática de vereadores interferirem na ordem de prestação de serviços públicos compromete a igualdade no atendimento à população e pode ser utilizada para obtenção de vantagem política.

O advogado solicita ao Ministério Público a instauração de inquérito policial para apurar os fatos e, caso sejam confirmados, o oferecimento de denúncia contra o parlamentar. O caso está sob análise do Ministério Público.

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