Aconteceu na tarde desta segunda-feira (2), a cerimônia de abertura do ano legislativo 2026. Na oportunidade, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa da autonomia do Congresso e criticou indiretamente o presidente Lula.
De modo indireto sem citar o Executivo, o Senador afirmou que o Congresso irá continuar exercendo sua função com a devida independência: “Cada Poder tem sua função. Cada Poder tem seu papel. É do respeito mútuo entre eles que nasce a estabilidade de que o Brasil precisa”, declarou.
O parlamentar também afirmou que a busca pela harmonia entre os Poderes não significa abrir mão das prerrogativas do Legislativo.
“Defender a paz nunca foi — e nunca será — sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo da luta”, afirmou. Em seguida, completou: “Nossa luta é pelo Estado de Direito, pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade deste Congresso Nacional. Desses valores e dessas batalhas, jamais abriremos mão”, afirmou Alcolumbre.
GOVERNO x CONGRESSO
O clima entre o Governo Federal e o Congresso Nacional não é de hoje que se mostra fragilizado. Os poderes enfrentaram atritos no último ano devido a interesses opostos.
De um lado, o governo Lula exige regras mais rígidas para pagamentos de emendas parlamentares. Já do outro, Alcolumbre demonstrou descontentamento com o nome indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal, o atual advogado-geral da União, Jorge Messias.
Até agora, indicado por Lula em novembro, Messias ainda não foi sabatinado pelo Senado.
MODERAÇÃO, BOM SENSO E PAZ
Com o começo do ano legislativo de 2026, Alcolumbre defendeu o bom senso e harmonia entre grupos opostos, principalmente, quando estamos em ano eleitoral.
“Precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes, paz entre as instituições nacionais e paz entre os Poderes da República”, disse.
Continuou dizendo que o Legislativo, caso necessário, não irá evitar o enfrentamento político:
Mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio. A discordância não pode se transformar em violência. Este Congresso Nacional sabe exatamente o seu papel nesse processo. Este é o compromisso que assumo como Presidente do Congresso Nacional: não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los", afirmou.