SEÇÕES

Alcolumbre mantém PL da dosimetria, mas exclui parte que contraria Lei Antifacção

Presidente do Congresso exclui parte do PL da dosimetria antes de análise de veto nesta quinta (30)

Ver Resumo

  • O presidente Davi Alcolumbre decidiu retirar trechos do Projeto de Lei da dosimetria que contrariam a Lei Antifacção.
  • A medida ocorre no mesmo dia em que parlamentares analisam o veto do presidente Lula ao projeto, que trata de regras para cálculo de penas e progressão de regime.
  • O veto presidencial foi integralmente derrubado pelo Congresso Nacional, mas os trechos retirados envolvem pontos relacionados à progressão de regime.
  • A análise do veto segue no Congresso Nacional, onde a decisão dos parlamentares definirá se as novas regras de dosimetria entrarão em vigor.
Alcolumbre mantém PL da dosimetria, mas exclui parte que contraria Lei Antifacção | Foto: Agência Senado
Siga-nos no

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, decidiu nesta quinta-feira (30) retirar trechos do Projeto de Lei (PL) da dosimetria que contrariavam a nova Lei Antifacção, sancionada em março deste ano. A medida ocorre no mesmo dia em que parlamentares analisam o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto, que trata de regras para cálculo de penas e progressão de regime.

Segundo Alcolumbre, caso o veto presidencial seja derrubado, o projeto será promulgado, mas sem os dispositivos considerados incompatíveis com a nova legislação. 

“Caso o veto seja rejeitado, será promulgada a integralidade do PL da Dosimetria, com exceção dos dispositivos que foram declarados prejudicados por esta Presidência”, afirmou.

Trechos retirados envolvem progressão de pena

A decisão atinge principalmente pontos relacionados à progressão de regime, que poderiam entrar em conflito com as regras mais rígidas estabelecidas pela Lei Antifacção. De acordo com o presidente do Congresso, a análise foi feita por técnicos da Casa.

Ele explicou que prevaleceram critérios como a temporalidade das leis e a finalidade original do projeto aprovado anteriormente pelos parlamentares, que não previa flexibilizações amplas para outros crimes.

“Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, destacou.

Projeto foi vetado integralmente por Lula

O PL da dosimetria havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, mas foi integralmente vetado pelo presidente Lula. A proposta estabelece critérios para definição de penas e fixa percentuais mínimos para progressão de regime.

Entre os pontos centrais, o texto buscava alterar regras aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o que gerou debate político e jurídico sobre os possíveis impactos da medida.

Com o veto, o projeto retornou ao Congresso, onde deputados e senadores agora analisam se mantêm ou derrubam a decisão presidencial.

Possíveis impactos iam além dos casos específicos

Apesar de ter como foco inicial os condenados pelos atos de janeiro de 2023, o projeto poderia ter efeitos mais amplos no sistema penal brasileiro. Isso porque as mudanças nas regras de dosimetria e progressão de pena poderiam ser aplicadas a outros tipos de crimes.

A retirada dos trechos que entram em conflito com a Lei Antifacção busca evitar esse impacto mais abrangente, especialmente em relação a crimes ligados a organizações criminosas.

Análise do veto segue no Congresso

A sessão do Congresso Nacional desta quinta-feira (30) segue com a análise do veto presidencial ao projeto. A decisão dos parlamentares definirá se as novas regras de dosimetria entrarão em vigor, ainda que parcialmente, conforme a exclusão determinada pela presidência do Congresso.

O resultado da votação pode influenciar diretamente a aplicação das penas no país, especialmente em casos recentes que motivaram a elaboração do projeto.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também