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Alexandre de Moraes rejeita adiar julgamento de amanhã de Eduardo Bolsonaro

Ex-deputado federal é acusado de tentar atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, no qual o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado.

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  • O ministro Alexandre de Moraes rejeitou pedido para adiar julgamento do deputado Eduardo Bolsonaro.
  • A Defensoria Pública da União pediu adiamento sob argumento de composição incompleta da Primeira Turma do STF.
  • O julgamento será realizado normalmente pela Primeira Turma, com Alexandre de Moraes como relator.
  • Eduardo Bolsonaro é acusado do crime de coação no curso do processo e investiga supostas tentativas de interferência em apurações.
Eduardo Bolsonaro | Foto: Flickr/Eduardo Bolsonaro
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um pedido da Defensoria Pública da União e manteve para esta terça-feira (16) o julgamento da ação penal contra o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma da Corte.

Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo. A ação investiga supostas tentativas de interferência em apurações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, processo que posteriormente resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Defesa pediu adiamento do julgamento

A DPU solicitou o adiamento do julgamento sob o argumento de que a composição da Primeira Turma do STF está incompleta. Como alternativa, a Defensoria sugeriu que fosse convocado um integrante da Segunda Turma para completar temporariamente o colegiado responsável pela análise do caso.

Atualmente, a Primeira Turma do STF é formada por:

  • Flávio Dino (presidente da Turma);
  • Alexandre de Moraes (relator);
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin.

A quinta cadeira permanece vaga após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias.

Moraes diz que não há irregularidade

Ao negar o pedido, Moraes afirmou que não existe violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade, destacando que o julgamento seguirá as normas constitucionais e o regimento interno do STF. Segundo o ministro, a ausência temporária de um integrante não impede o funcionamento regular da Turma nem compromete a legalidade da análise do processo.

Caso será julgado pela Primeira Turma

Com a decisão, o julgamento de Eduardo Bolsonaro será realizado normalmente pela Primeira Turma, colegiado ao qual pertence o relator do caso, conforme prevê o regimento da Corte. Os ministros irão analisar a ação penal e decidir sobre as acusações apresentadas contra o ex-parlamentar.

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