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André Mendonça autoriza volta de Vorcaro para Superintendência da PF

André Mendonça autoriza transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para sala de Estado-Maior. Empresário é investigado por fraudes bilionárias.

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  • O ministro André Mendonça autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal.
  • A decisão foi tomada após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário.
  • Vorcaro estava submetido às normas internas da PF, incluindo restrições relacionadas a visitas de advogados na cela comum.
  • O banqueiro é alvo de investigações por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias e pode colaborar premiada.
Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília — o mesmo espaço onde o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneceu durante investigações conduzidas pela corporação. Até então, Vorcaro estava em uma cela comum.

A decisão foi tomada após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário. Enquanto permaneceu na cela comum, o banqueiro estava submetido às normas internas da PF, incluindo restrições relacionadas a visitas de advogados.

Na quinta-feira (21), a defesa de Vorcaro havia solicitado a transferência dele para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”. No entanto, o advogado José Luis Oliveira Lima deixou a defesa do empresário após o insucesso nas negociações para um acordo de colaboração.

Diante da resistência da PF em avançar com a delação, Daniel Vorcaro teria elevado de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor que se comprometeria a devolver em eventual acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-banqueiro é alvo de investigações por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, e uma possível colaboração premiada pode acrescentar novos elementos às apurações em andamento.

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