- Flávio Bolsonaro chegou aos EUA após ser acolhido por Trump, que autorizou sua entrada.
- Trump negou envolvimento na situação e criticou tratamento injusto à família Bolsonaro no Brasil.
- Democratas criticam política migratória e acolhimento de Flávio Bolsonaro pelos EUA.
- Senador Andy Kim compara tratamento a Bolsonaro com restrições a imigrantes de Haiti e Afeganistão.
- Flávio Bolsonaro inicialmente se declarou presidente eleito, depois mudou para líder do Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende se envolver na questão após o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgar uma carta nas redes sociais na qual se declarou “presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão, o parlamentar apagou a versão original e publicou um novo texto, no qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Trump comenta chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Na carta, Flávio Bolsonaro agradeceu a Trump e ao povo americano por acolhê-lo nos Estados Unidos. O senador chegou ao país nesta quarta-feira, após deixar o Brasil e passar pela Argentina durante a madrugada.
Segundo o texto original, o documento de imigração do parlamentar registra uma autorização de entrada normalmente concedida por razões humanitárias.
Questionado por jornalistas sobre a carta, Trump afirmou que o governo americano autorizou a entrada do senador, mas descartou interferir na situação.
— Não vou comentar sobre isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha — declarou o presidente americano.
Trump também afirmou que a família Bolsonaro foi tratada de forma injusta no Brasil, mas negou ter conversado com Flávio após a eleição.
Parlamentares democratas criticam governo Trump
Antes da divulgação da carta, parlamentares democratas já haviam usado a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para criticar o governo Trump. Em publicações na rede social X, os congressistas mencionaram investigações envolvendo o senador e questionaram a política migratória americana.
O deputado Morgan McGarvey, que representa o estado do Kentucky no Congresso, criticou a postura do governo americano em relação à entrada de pessoas no país.
“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu McGarvey.
Senador compara caso à política migratória americana
O senador Andy Kim, de Nova Jersey, também criticou a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Ele comparou o tratamento concedido ao parlamentar às restrições impostas pelo governo Trump a refugiados e imigrantes. Segundo Kim, a situação seria “mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”.
O senador também afirmou que Trump estaria concedendo a Flávio Bolsonaro um tratamento semelhante ao Status de Proteção Temporária (TPS), enquanto restringe esse tipo de proteção a imigrantes de países como Haiti e Afeganistão. “Trump está basicamente concedendo a Bolsonaro o Status de Proteção Temporária, enquanto o arranca de incontáveis haitianos, afegãos e outros que construíram vidas na América”, escreveu Kim.