- Deputado Charles Pessoa afirma que segurança pública será prioridade em seu mandato, destacando experiência em combate à criminalidade.
- Ele ressaltou que sua carreira em ações contra facções criminosas influenciou sua agenda política e projetos legislativos.
- Pessoa revelou que enfrenta ameaças de morte desde 2020, com a Polícia Federal monitorando sua segurança durante campanha.
- Deputado cancelou compromissos na última semana de eleições por insegurança e defendeu uso de redes sociais como ferramenta de combate à violência.
O deputado federal Charles Pessoa (PV) afirmou, em entrevista ao Central Meio Norte nesta terça-feira (6), que, ao ser eleito ao pleito federal, a responsabilidade “é muito maior”. O delegado afirmou que a segurança pública será uma prioridade do seu mandato.
“Isso nos traz uma responsabilidade muito maior. Foi uma campanha feita com muita humildade, sem a presença daquelas lideranças políticas tradicionais, mas foi um projeto construído a várias mãos.”
Charles comentou que irá se dedicar a projetos relacionados à celeridade do processo penal e atribuiu a sua carreira no combate às facções criminosas como fator determinante.
Iremos apresentar projetos importantes e é de conhecimento que a minha pauta prioritária é a segurança pública. Tenho quase duas décadas atuando no combate à criminalidade e a grande maioria desse tempo no combate à criminalidade violenta das facções. Eu pretendo apresentar tanto quanto diz respeito ao processo penal, ao Código Penal e a legislações extravagantes e à própria Lei de Execução Penal.
Ele também defendeu que o processo criminal brasileiro tenha maior agilidade para combater a sensação de impunibilidade.
Acho que o processo criminal tem que ser mais célere, principalmente quando relacionado a certo tipo de criminoso. Porque senão a gente não consegue resolver. Nós temos que mudar essa mentalidade e levar um sentimento de responsabilização para quem comete o crime e não esse sentimento de impunibilidade.
RELAÇÃO COM O PV
Ao ser questionado se as pautas que defende estariam alinhadas com o partido, o deputado afirmou ter sua própria ideologia. O parlamentar explicou que articulações serão feitas neste sentido.
“Eu tenho meu pensamento e tenho certeza que o partido vai respeitar o meu pensamento. Se o partido eventualmente for divergente em uma dessas pautas, eu vou apresentar minhas justificativas.”
AMEAÇAS DE EXECUÇÃO
Ainda durante a entrevista, o deputado afirmou conviver com ameaças de morte desde 2020. Ele afirmou se tratar de uma realidade no âmbito policial e disse que a coordenação de campanha teve que administrar a situação por questões de segurança.
“Não foi dada publicidade por questão de segurança e, no decorrer da nossa campanha, nós administramos porque tinha um planejamento de execução relacionado à gente que foi identificado pela Polícia Civil e Federal. Inclusive, a própria Polícia Federal enviou um relatório pra gente informando que eles estavam monitorando a academia que eu frequentava. Tivemos que conviver com essa realidade.”
Ainda segundo o parlamentar, ele recebeu a informação dois dias antes de participar de um ato político em Teresina sobre um plano de execução que culminou em uma operação da Polícia Civil.
“Recebemos a informação de que eles já estavam com o planejamento para tentar me matar no decorrer do ato político, com criminosos, inclusive, do Ceará, já aqui em Teresina. Sentamos, com responsabilidade, e, graças a Deus, a segurança pública deflagrou uma operação na tarde do evento”, afirmou.
CANCELAMENTO DE AGENDA E USO DAS REDES
Charles comentou que teve que cancelar compromissos de agenda na última semana de eleições devido à insegurança.
“Cancelamos. A última semana de eleições tínhamos um cronograma, inclusive, para Teresina todos os dias, mas infelizmente tivemos que cancelar”, disse.
O delegado também comentou sobre as críticas recebidas por utilizar as redes sociais no combate à criminalidade. Ele defendeu que é preciso rever o sistema de comunicação utilizado no enfrentamento à violência.
“Muita gente me criticava dizendo que usava as redes sociais pensando em um projeto político e eu sempre usei e continuarei usando como mensagem. Porque eu acredito e está dentro da nossa metodologia que nós estudamos facções criminosas há 20 anos. Nós precisamos rever esse sistema de comunicação. A mensagem é uma ferramenta muito forte de combate às facções.”