- Rareska Metsker atuou na produção do filme Dark Horse enquanto ocupava cargo comissionado na Câmara.
- A assessora permaneceu cerca de sete semanas envolvida com as filmagens entre outubro e novembro do ano passado.
- Rareska recebe salário bruto de R$ 4.445,03, além de benefícios como secretária parlamentar da Câmara dos Deputados.
- A Polícia Federal suspeita de ligação entre o empresário Daniel Vorcaro e o grupo Entre, liquidado pelo Banco Central em 2023.
Uma assessora do deputado federal Mario Frias teria atuado na produção do filme Dark Horse enquanto ocupava cargo comissionado na Câmara dos Deputados. A informação foi divulgada pelo colunista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.
Segundo a publicação, Rareska Metsker, nomeada como secretária parlamentar no gabinete do deputado, participou das gravações da produção cinematográfica entre outubro e novembro do ano passado. Nas redes sociais, ela compartilhava registros frequentes dos bastidores do longa e se apresentava como responsável pelo making of do filme.
Ainda de acordo com a reportagem, a assessora permaneceu cerca de sete semanas envolvida com as filmagens. Após ser procurada pela imprensa, ela apagou as publicações relacionadas ao projeto. O gabinete de Mario Frias não comentou o caso.
DO DINHEIRO
Dados da Câmara apontam que Rareska recebe salário bruto de R$ 4.445,03, além de benefícios. Em nota, a Câmara dos Deputados informou que secretários parlamentares cumprem carga horária de 40 horas semanais, mas não possuem dedicação exclusiva, podendo exercer outras atividades fora do expediente.
O caso ganhou repercussão após revelações sobre os custos da produção. Segundo informações divulgadas anteriormente, o filme teria recebido investimentos milionários. Nas redes sociais, Mario Frias afirmou que Dark Horse foi produzido exclusivamente com recursos privados.
“Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado”, escreveu o parlamentar, sem detalhar os investidores envolvidos.
A reportagem também cita que pagamentos ligados ao projeto teriam sido realizados pela empresa Entrepay. A Polícia Federal suspeita de ligação entre o empresário Daniel Vorcaro e o grupo Entre, que foi liquidado pelo Banco Central neste ano.