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Bolsonaro completa uma semana internado na UTI e segue sem previsão de alta

Ex-presidente apresenta melhora em exames, mas permanece sob cuidados intensivos enquanto STF analisa pedido da defesa por razões humanitárias

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Reprodução/ Fabio Rodrigues/Agência Brasil
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Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. No início do tratamento, a equipe médica estimava ao menos uma semana de internação, prazo que já foi ultrapassado diante da necessidade de acompanhamento contínuo.

Segundo o boletim médico mais recente, divulgado na quinta-feira (19), houve melhora em parâmetros tomográficos e nos marcadores inflamatórios. Os dados indicam evolução do quadro pulmonar e redução do processo inflamatório, que costuma regredir de forma mais lenta do que a infecção em si.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da condenação por tentativa de golpe de Estado, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele foi transferido ao hospital após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, com piora clínica que exigiu atendimento emergencial.

Entenda

A equipe médica aponta que, apesar da melhora em exames complementares, o ex-presidente ainda requer cuidados intensivos. O acompanhamento na UTI segue como medida de precaução, especialmente diante do histórico recente de complicações respiratórias.

Após a internação, a defesa protocolou novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar por razões humanitárias. Os advogados pedem a reconsideração de decisões anteriores que já haviam negado solicitações semelhantes, feitas ao longo do último ano.

Moraes deve analisar o pedido após a realização de uma perícia médica no ex-presidente, que está prevista para ocorrer após sua eventual saída do hospital e retorno ao sistema prisional.

Nos últimos meses, o ministro já rejeitou ao menos quatro solicitações da defesa, com base em laudos que indicam a adequação da estrutura de saúde disponível no sistema prisional da Papuda para o acompanhamento do ex-presidente.

Movimentações políticas

Aliados de Bolsonaro têm intensificado as articulações junto ao STF para tentar viabilizar a concessão do benefício em caráter humanitário. A avaliação desse grupo é de que, mesmo após eventual alta, há risco de novas intercorrências médicas, o que poderia resultar em sucessivas internações e deslocamentos entre o presídio e unidades de saúde.

Na quinta-feira (19), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também levou a Moraes preocupações relacionadas ao estado de saúde do ex-presidente durante agenda no STF. O governador se reuniu ainda com ministros da Corte ao longo do dia, incluindo Cristiano Zanin, Luiz Fux, Gilmar Mendes e o presidente do Supremo, Edson Fachin.

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