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Bolsonaro passa por nova revisão da prisão domiciliar após pedido do PT ao STF

Senador Flávio Bolsonaro divulgou carta do ex-presidente em redes sociais; mas prisão está em análise.

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  • PT protocola pedido no STF para revogar prisão domiciliar de Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro divulga carta escrita por Jair Bolsonaro nas redes sociais.
  • Lindbergh Farias afirma que divulgação da carta viola restrições do ex-presidente.
  • Deputado pede multa de R$ 100 mil e revogação da prisão por descumprimento de cautelares.
  • Moraes reforça que Bolsonaro está proibido de usar redes sociais ou terceiros para divulgação.
ex-presidente do Brasil, Jair Messiass Bolsonaro | Foto: Reprodução/redes sociais
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O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja revogada a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação foi apresentada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, durante uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita à mão pelo pai e direcionada "à nação brasileira".

O pedido foi encaminhado pelo vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ). No documento, o parlamentar sustenta que a carta foi elaborada, retirada da residência de Bolsonaro e divulgada em poucas horas, com o objetivo de ser compartilhada nas redes sociais.

Segundo Lindbergh, o conteúdo do texto possui caráter político-eleitoral, uma vez que apresenta Flávio Bolsonaro como porta-voz do ex-presidente, reforça apoio à pré-candidatura do senador e conclama os apoiadores a se unirem em torno desse projeto político.

Na manifestação enviada ao STF, o deputado afirma que a divulgação da carta se enquadra nas restrições impostas ao ex-presidente, argumentando que a leitura pública do documento em uma transmissão nas redes sociais configuraria descumprimento das medidas cautelares estabelecidas pela Corte.

Além da revogação da prisão domiciliar — concedida em razão do estado de saúde de Bolsonaro —, o parlamentar solicita a aplicação de multa de R$ 100 mil.

Em decisão proferida em 2025, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo o ex-presidente, reforçou que Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. O magistrado também advertiu que a restrição abrange transmissões, retransmissões e a divulgação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em perfis de outras pessoas, sob pena de revogação da medida cautelar e eventual decretação de prisão.

Carta feita pelo ex-presidente na íntegra - Foto: Reprodução/Redes sociais

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