O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segue internado na Unidade de Terapia Intensiva em um hospital particular de Brasília. A internação já marca 48 horas, em decorrência de uma infecção bacteriana no pulmão.
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora na função renal e evolução clínica estável na manhã deste domingo (15), segundo informações divulgadas pela equipe médica que acompanha seu caso. Apesar disso, os profissionais observaram aumento nos marcadores inflamatórios, o que levou à decisão de ampliar o tratamento com antibióticos e reforçar as sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, e ainda não há previsão de alta. A expectativa dos médicos é que ele permaneça hospitalizado por pelo menos mais uma semana.
De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, que integra a equipe responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, ele está se alimentando com dieta pastosa, utiliza oxigênio por meio de cateter nasal e realiza sessões de fisioterapia enquanto permanece na unidade de terapia intensiva.
Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada no presídio Papudinha, onde está detido em Brasília. Informações registradas nos relatórios diários da equipe de saúde que o acompanha indicam que o quadro clínico havia evoluído rapidamente nos dias anteriores à internação.
Na quarta-feira (11), ele apresentava bom estado geral e chegou a caminhar cerca de 4,2 quilômetros. No dia seguinte, quinta-feira (12), caminhou aproximadamente 5 quilômetros e teve apenas episódios leves de soluço. Durante a noite, porém, a saturação de oxigênio apresentou queda discreta em relação às medições anteriores, ficando em 93%.
Na manhã de sexta-feira, agentes penitenciários acionaram a equipe médica por volta das 6h45 após Bolsonaro apresentar calafrios. Na avaliação, foi constatada febre e queda significativa da saturação de oxigênio, que atingiu 82%, índice considerado preocupante. Diante da situação, ele foi encaminhado de ambulância ao hospital.
No DF Star, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana bilateral, provocada pela aspiração de líquido gástrico. Após as primeiras 24 horas de internação, também foi identificada piora na função renal.
No sábado (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro visitaram o ex-presidente no hospital. Após o encontro, Carlos afirmou nas redes sociais que o quadro clínico do pai ainda inspira cuidados.
Segundo ele, os médicos explicaram que os antibióticos administrados ainda não atingiram o efeito máximo e que medicamentos mais fortes podem causar sobrecarga nos rins.
Flávio Bolsonaro também conversou com jornalistas na entrada do hospital e informou que a defesa do ex-presidente aguarda a conclusão de um laudo médico para apresentar um novo pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias.
De acordo com o senador, a preocupação não está relacionada ao atendimento recebido no presídio, mas ao risco de Bolsonaro permanecer sozinho por períodos prolongados.
“Existe o risco de ele passar mal e broncoaspirar. Caso esteja desacordado, isso pode ter consequências graves”, afirmou.