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Brasil avalia convocar embaixador argentino após novas falas de Milei contra Lula

Governo brasileiro deve pedir esclarecimentos sobre declarações do presidente argentino, que voltou a chamar Lula de “ladrão”, “corrupto” e “ex-presidiário”

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  • Governo brasileiro avalia convocar embaixador argentês após ataques de Milei a Lula.
  • Novas declarações de Milei podem agravar crise diplomática entre Brasil e Argentina.
  • Retorno do embaixador brasileiro na Argentina pode ser adiado por causa das críticas.
  • Palácio do Planalto aconselha Lula a não responder publicamente às acusações de Milei.
  • Governo brasileiro estuda resposta diplomática para conter agravamento da crise.
Brasil avalia convocar embaixador argentino após novas falas de Milei contra Lula | Foto: Reprodução
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O governo brasileiro avalia convocar novamente o embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Raimondi, para prestar esclarecimentos após o presidente argentino, Javier Milei, voltar a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As novas declarações, feitas neste domingo (2), podem ampliar a crise diplomática entre os dois países e adiar o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires.

Governo quer explicações sobre novas declarações

Segundo integrantes da diplomacia brasileira, a intenção é solicitar explicações ao representante argentino após Milei chamar Lula de "ladrão", "corrupto" e "ex-presidiário".

A convocação de um embaixador é um instrumento diplomático utilizado para demonstrar oficialmente a insatisfação de um governo em relação a atitudes ou declarações de outro país.

Retorno do embaixador brasileiro deve ser adiado

As novas declarações de Javier Milei também devem impactar o planejamento do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) para o retorno do embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli.

A expectativa era de que o diplomata voltasse à embaixada em Buenos Aires até o fim desta semana. No entanto, diante do novo episódio, o governo brasileiro avalia prolongar sua permanência em Brasília.

Bitelli havia sido chamado pelo Itamaraty para consultas como forma de protesto depois que Milei chamou Lula de "presidiário" durante visita ao Brasil para participar da convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Lula evita responder aos ataques

De acordo com integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido aconselhado a não responder publicamente às declarações de Javier Milei.

A avaliação do Palácio do Planalto é que uma reação direta poderia intensificar ainda mais a crise diplomática entre Brasil e Argentina às vésperas das eleições presidenciais brasileiras.

Apesar disso, o governo brasileiro estuda manter a resposta no campo diplomático, por meio de manifestações oficiais do Itamaraty e da possível convocação do embaixador argentino.

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