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Câmara aprova anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por paralisações de 2022

Relatório prevê piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias. Proposta ainda será analisada pelo Senado.

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  • Aprovada MP que anistia multas aplicadas a caminhoneiros em 2022.
  • Medida prevê piso nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros em longas distâncias.
  • Projeto também inclui possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).
  • Anistia não inclui suspensão de processos judiciais contra caminhoneiros.
Paralisação dos caminhoneiros em 2022 | Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
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Foi aprovada na manhã desta quarta-feira (17) uma medida provisória que prevê a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros pelas manifestações em 2022, durante a tentativa de golpe de estado promovida pelo ex presidente Jair Bolsonaro.

A anistia foi incluída pelo relator do projeto na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), por meio de um jabuti.

O QUE É UM JABUTI?

Na política brasileira, um "jabuti" é uma emenda ou "contrabando" legislativo inserido em um projeto de lei ou Medida Provisória (MP) que não tem relação com o texto original. A expressão deriva do ditado "jabuti não sobe em árvore; se está lá, ou foi enchente ou foi mão de gente".

O texto foi aprovado na comissão mista formada por deputados e senadores na tarde de ontem, e seguiu para o plenário da Câmara.

A MP estabelece um piso nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, consideradas quando o motorista precisa permanecer fora da matriz da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.

Outro trecho incluído pelo relator foi a possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).

MULTAS DE 2022

O projeto também prendoou as multas aplicadas aos caminhoneiros pela paralisação de 2022. O argumento do deputado Zé Trovão é que as multas foram injustas, visto que muitos caminhoneiros não aderiram ao movimento, mas não tinham como se locomover pelas estradas.

Ainda que aprovado, o texto não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que chegou a ser proposto pelo relator durante a discussão na comissão.

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