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Câmara aprova empréstimo de R$ 700 milhões em Teresina; saiba qual será a destinação!

Recursos serão contratados junto ao Banco do Brasil e terão maior parte destinada à quitação de dívidas antigas; nova operação prevê juros menores.

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  • A Câmara de Teresina aprovou em primeira votação empréstimo de R$ 700 milhões para a Prefeitura junto ao Banco do Brasil.
  • R$ 465,5 milhões serão usados para quitar dívidas anteriores, enquanto R$ 234,5 milhões serão aplicados em investimentos.
  • A nova operação tem juros de CDI + 1,26%, reduzidos em relação aos 7,90% da proposta anterior aprovada em 2025.
  • A autorização para a operação de 2025 foi revogada, motivada pela melhoria da Capacidade de Pagamento de Teresina.
  • A Prefeitura espera economizar 5% com a nova taxa, permitindo novos investimentos em obras e infraestrutura.
Câmara de Teresina aprova operação de crédito da Prefeitura de Teresina. | Foto: Divulgação
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A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta quarta-feira (2), em primeira votação, o projeto que autoriza a Prefeitura a contratar R$ 700 milhões em empréstimos junto ao Banco do Brasil. A proposta recebeu o aval unânime dos vereadores, assim como o texto que revoga a autorização para uma operação de crédito aprovada pelo Legislativo em 2025.

Os pareceres das comissões técnicas foram apresentados durante a sessão. A expectativa é de que as duas matérias retornem ao plenário para segunda votação na próxima semana.

QUITAÇÃO DE DÍVIDAS

Do total autorizado, R$ 465,5 milhões, o equivalente a 66,49%, serão utilizados para quitar operações de crédito contratadas em administrações anteriores. Outros R$ 234,5 milhões deverão ser aplicados em investimentos no município.

Segundo o vice-líder da Prefeitura na Câmara, vereador Pedro Alcântara (Progressistas), a redução do custo da operação permitirá que parte dos recursos seja direcionada para obras e projetos de infraestrutura.

Entre as intervenções citadas estão uma segunda ponte sobre o Rio Poti, o Shopping da Cidade II e o prolongamento da Avenida Padre Humberto Pietrogrande.

“Dá para sobrar dinheiro para outras obras. Ele (prefeito) vai fazer a Ponte do Pesqueirinho, vai fazer a avenida, concluir a Ponte João Claudino e vai sobrar dinheiro para ampliar o Shopping da Cidade”, destacou o parlamentar.

Pedro Alcântara (Foto: Jonas Carvalho/Portal ClubeNews)

JUROS MENORES

A nova operação também apresenta uma diferença significativa nas condições financeiras em relação ao empréstimo autorizado anteriormente.

A operação prevista pela Lei Municipal nº 6.280/2025 estabelecia juros de CDI mais 7,90% ao ano. Na nova proposta, a taxa cai para CDI acrescido de 1,26% ao ano.

Para o vereador João Pereira (PT), a mudança representa uma redução no custo financeiro para o município e abre espaço para a realização de novos investimentos.

“Com a decisão nossa da Câmara, da bancada do partido e de todos os vereadores, nós vamos ter uma economia de 5%. Isso vai permitir novos investimentos”, declarou João Pereira.

REVOGAÇÃO DA OPERAÇÃO ANTERIOR

A autorização aprovada em 2025 também foi colocada em discussão nesta quarta-feira e acabou revogada pelos vereadores.

Naquele ano, o prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) havia encaminhado à Câmara uma solicitação para contratar recursos destinados, principalmente, à quitação de débitos deixados por administrações anteriores.

Posteriormente, a Prefeitura apresentou uma nova proposta para substituir a operação já autorizada. A mudança foi motivada pela melhora da Capacidade de Pagamento (CAPAG) de Teresina, indicador utilizado para avaliar a situação fiscal dos municípios.

MELHORA DA CAPACIDADE FISCAL

Quando a primeira operação foi analisada, Teresina possuía classificação C na CAPAG, condição que dificultava a obtenção de uma linha de crédito com condições financeiras mais favoráveis.

Com a evolução da classificação fiscal para nível B, o município passou a ter acesso a condições melhores de financiamento. A Prefeitura, então, optou por revogar a autorização anterior e encaminhar uma nova operação com juros significativamente menores.

A estratégia permite substituir uma dívida mais cara por uma operação de menor custo, mantendo parte dos recursos disponíveis para investimentos na capital.

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