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Chico Lucas anuncia investimentos em tecnologia para segurança prisional no RJ

Secretário nacional destaca equipamentos para impedir comunicação ilegal de presos e reforçar combate ao crime organizado

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  • Secretário nacional de Segurança Pública anuncia investimentos em tecnologia para reforçar segurança do sistema prisional do Rio de Janeiro.
  • Equipamentos como georradar e kits de varredura serão usados para identificar comunicações ilegais e alterações estruturais em unidades prisionais.
  • Entrega ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio, com participação de ministros, governador e representantes das polícias Penal e Militar.
  • Novos recursos visam impedir que presos mantenham contato com o exterior e reduzir a capacidade de comunicação de líderes criminosos.
  • Até 2026, Rio receberá 153 equipamentos, incluindo raios X, scanners e drones, para reforçar fiscalização e segurança das unidades.
Chico Lucas anuncia investimentos em tecnologia para segurança prisional no RJ | Foto: Reprodução/Redes Socias
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O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, anunciou nesta quarta-feira (23) novos investimentos em tecnologia para reforçar a segurança do sistema prisional do Rio de Janeiro. Durante a entrega de equipamentos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o estado recebeu três kits de varredura e um georradar, que serão utilizados para localizar dispositivos eletrônicos, identificar comunicações ilícitas e detectar possíveis alterações estruturais em unidades prisionais. Ao todo, estão previstos R$ 27,7 milhões em equipamentos e soluções tecnológicas para o sistema prisional fluminense até o fim do ano.

Equipamentos reforçam fiscalização

A entrega ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e contou com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, do governador do Rio, Ricardo Couto de Castro, além de representantes das polícias Penal e Militar e das áreas de segurança pública.

Os equipamentos são destinados à Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seppen-RJ) e serão empregados em ações de inspeção, fiscalização e produção de inteligência.

Os kits de varredura possuem equipamentos capazes de localizar componentes eletrônicos mesmo quando estão desligados ou escondidos, além de identificar sinais de radiofrequência relacionados ao uso irregular de celulares e outros dispositivos de comunicação.

Já o georradar permite analisar o solo e estruturas sem a necessidade de escavações. A tecnologia pode auxiliar na identificação de túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança das unidades.

Chico Lucas fala em impedir comunicação de presos

Durante o evento, Chico Lucas destacou que a integração entre os sistemas de segurança pública e o sistema penitenciário é necessária para impedir que pessoas presas continuem comandando atividades criminosas de dentro das unidades.

“Essa entrega representa aquilo que nós almejamos, que é a integração interfederativa de todos os sistemas, não só entre as polícias, mas também entre o sistema penitenciário e o sistema de segurança pública.”

O secretário também afirmou que o objetivo é impedir que lideranças criminosas utilizem as penitenciárias para manter contato com pessoas do lado de fora.

“Nós temos que, além de prender quem comete crime, garantir que essas pessoas, ao serem presas, estarão digitalmente incomunicáveis, que não passarão a usar as penitenciárias como escritórios do crime.”

Chico Lucas citou ainda as ações realizadas em parceria com o Rio de Janeiro e afirmou que as operações têm contribuído para retirar celulares das unidades prisionais e reduzir a capacidade de comunicação de integrantes de organizações criminosas.

“E aqui no Rio de Janeiro, essa parceria é a parceria que tem rendido mais frutos com as operações multimodal avião, tirando celulares, tirando dos líderes daquelas organizações criminosas o poder que eles tinham de interferir e influenciar no mundo externo.”

Segundo o secretário, os novos equipamentos devem contribuir para ampliar a fiscalização e dificultar a comunicação ilegal de lideranças presas.

Rio já recebeu 58 equipamentos

Com a conclusão desta etapa, a Polícia Penal do Rio de Janeiro chega a 58 equipamentos recebidos, em um investimento de aproximadamente R$ 5,25 milhões.

Até o fim de 2026, a previsão do Ministério da Justiça e Segurança Pública é destinar ao estado 153 equipamentos e soluções tecnológicas.

Desse total, 130 itens serão direcionados diretamente às unidades prisionais, incluindo equipamentos de raios X, scanners corporais, detectores de metal e viaturas-cela.

Outros 23 equipamentos e soluções serão destinados à estrutura de inteligência penitenciária. O conjunto inclui três kits de varredura, três drones, um georradar, três aparelhos portáteis de raios X e 13 soluções de áudio e vídeo.

Operação Mute já passou por 31 unidades

As novas tecnologias também serão utilizadas nas ações da Operação Mute, realizada desde maio pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em conjunto com a Seppen-RJ.

A operação utiliza informações de inteligência, revistas estratégicas e varreduras eletrônicas para localizar celulares e outros materiais proibidos dentro das unidades prisionais.

Até o início desta nova etapa, as ações já haviam alcançado 31 unidades prisionais, com a participação de 1.019 policiais penais federais e estaduais. Foram realizadas revistas em 299 celas, que resultaram na apreensão de 228 aparelhos celulares, além de outros objetos ilícitos.

Novas ações da operação estão sendo realizadas nesta semana no estado. Por questões de segurança, as unidades selecionadas não são divulgadas antecipadamente.

Equipamentos são acompanhados de capacitação

A modernização também inclui a capacitação dos policiais penais responsáveis pelo uso dos equipamentos.

No curso presencial de Manuseio e Uso de Raios X, foram disponibilizadas 60 vagas, com 53 servidores certificados para operar os equipamentos e analisar as imagens produzidas durante as inspeções.

O Rio de Janeiro também contabiliza 170 inscritos em cursos autoinstrucionais a distância, com conteúdos relacionados à sobrevivência policial, formação jurídico-administrativa, utilização de equipamentos eletrônicos de revista e emprego de tecnologias na segurança prisional.

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