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Franzé e mães atípicas se reúnem com procuradora-geral de Justiça para cobrar medidas contra planos de saúde

Deputado estadual Franzé Silva tem a pauta dos direitos das pessoas neurodivergentes como prioridade

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  • Deputado Franzé Silva e mães discutem tratamento adequado para crianças autistas em reunião com procuradora-geral de Justiça.
  • Ação Civil Pública do MP-PI busca garantir cumprimento integral das prescrições médicas e solucionar problemas com planos de saúde.
  • Juízo determina que planos devem demonstrar capacidade de oferecer tratamento adequado, com profissionais e métodos certificados.
  • Famílias denunciam terapias incompletas, falta de profissionais e risco de quebra do vínculo terapêutico com operadoras.
  • Encontro busca fiscalizar capacidade das redes credenciadas e preservar atendimento individualizado para crianças autistas.
Deputado estadual Franzé Silva |

COBRANÇA DE DIREITOS O deputado estadual Franzé Silva (PT) e um grupo de mães atípicas participarão, na quinta-feira (27), às 10h, de reunião com a procuradora-geral de Justiça do Piauí, Cláudia Seabra.

Eles vão discutir medidas que assegurem o tratamento adequado de crianças autistas e outras pessoas neurodivergentes atendidas por planos de saúde.

A reunião será conduzida por Franzé, que coordena politicamente a mobilização das famílias, e contará, também, com a participação do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Severo Eulálio. 

O encontro ocorrerá na sede Leste do Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), no bairro de Fátima, em Teresina.

AÇÃO DO PROCON

A pauta principal será a Ação Civil Pública movida pelo MP-PI, por meio do Procon, envolvendo a Humana Saúde, e os efeitos da recente decisão da 4ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). 

O objetivo é cobrar medidas que garantam o cumprimento integral das prescrições médicas e uma solução para os problemas enfrentados pelas famílias com a Humana Saúde e outros planos.

Decisão judicial e vínculo terapêutico

Na decisão relacionada à Ação Civil Pública, o TJ-PI estabeleceu que não basta o plano de saúde alegar que possui clínicas ou profissionais credenciados. 

A rede deve demonstrar capacidade de oferecer o tratamento prescrito, com profissionais habilitados, método adequado, carga horária, quantidade de sessões e atendimento dentro do prazo necessário.

Por outro lado, o custeio integral do tratamento fora da rede ficou condicionado à comprovação de que a rede oferecida pela operadora é inexistente, insuficiente ou inadequada. 

Caso o plano demonstre possuir profissional apto e disponível, a família que optar por manter a criança com o terapeuta que já acompanha seu tratamento poderá receber apenas o reembolso previsto contratualmente.

As famílias alertam que, na prática, essa situação pode levar à quebra do vínculo terapêutico, já que muitas não possuem condições de arcar com a diferença entre o valor das terapias e o reembolso oferecido pelo plano.

Famílias denunciam terapias incompletas

A reunião ocorre após a mobilização realizada pelas famílias na Alepi e diante de denúncias de problemas que persistiriam nos atendimentos. Entre os relatos estão:

* Descumprimento de laudos e prescrições médicas;

* Redução da quantidade de sessões semanais;

* Terapias incompletas;

* Falta de profissionais de determinadas especialidades;

* Atendimento simultâneo de duas ou três crianças na mesma sala;

* Crianças que continuam sem acesso a todas as terapias prescritas;

* Risco de interrupção do acompanhamento com terapeutas com quem os pacientes já estabeleceram vínculo.

As famílias também questionam a capacidade da rede apresentada pela Humana Saúde para absorver a demanda. Segundo informações relatadas pelos responsáveis, seriam pouco mais de 100 terapeutas para mais de 1.600 crianças, além de pacientes que ainda estariam sem atendimento.

O que será cobrado

No encontro com a procuradora-geral de Justiça, Franzé, as mães e o presidente da Alepi vão apresentar as dificuldades enfrentadas pelas famílias e defender a adoção de medidas para assegurar o cumprimento integral dos laudos e prescrições médicas, atendimento individualizado e adequado, fiscalização da capacidade real das redes credenciadas e preservação do vínculo terapêutico.

A discussão não se restringe à Humana Saúde: a mobilização busca também medidas que protejam famílias de pessoas autistas e neurodivergentes diante de problemas semelhantes envolvendo outros planos de saúde.

Deputado estadual Franzé Silva 

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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