RECOMEÇOU Teve início a segunda edição do projeto Mãe TEAcolho, que tem como finalidade promover os cuidados com a saúde mental e proporcionar suporte emocional para mães atípicas no Piauí.
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
O projeto é realizado, inicialmente, na cidade de José de Freitas, através da Associação Freitense dos Autistas (AFA), e terá duração de seis meses, fazendo os atendimentos das mães com psicóloga e psicopedagoga.
“As mães estão sobrecarregadas e a gente sabe da dificuldade delas de se cuidar, de ter suporte para sua saúde. Então, o objetivo é cuidar dessas mães, que precisam de apoio”, explica Ellen Cristina, responsável pelo projeto.
Apoiador do projeto, o deputado estadual Franzé Silva (PT) assinala que “é necessário cuidar de quem cuida. Criar uma criança típica é difícil, mas criar uma criança atípica, a dificuldade é triplicada. Se a mãe não tem condição, tudo desanda”.
OUTRAS CIDADES TERÃO ATENDIMENTOS
Franzé observa que pretende ampliar o Mãe TEAcolho para outras cidades.
“A dificuldade de acesso a terapias, tratamento, medicamentos no interior é maior. Portanto, precisamos levar esse suporte para todas as regiões”, pontua.
“Muitas mães acabam sofrendo problemas como depressão e ansiedade. Boa parte delas não tem apoio de um companheiro, pois são abandonadas pelo pai da criança. Há notícias de que algumas chegam a tirar a própria vida”, relata Franzé.
Os atendimentos do projeto Mãe TEAcolho ocorrem aos sábados. Mais de 100 mães atípicas já foram beneficiadas.
Além de psicóloga e psicopedagoga, são desenvolvidas oficinas com nutricionista, fisioterapeuta, yoga, defesa pessoal, entre outras.
Semana da Maternidade Atípica
A terceira semana de maio é dedicada, no Piauí, à celebração da maternidade atípica, instituída pela Lei Nº 8.833/2025, de autoria do deputado Franzé Silva.
A semana, cujo ápice é no terceiro domingo do mês, visa a promover a conscientização social, o suporte emocional, acolhimento psicossocial e a discussão de políticas públicas para as mães.