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Merlong critica proposta de corte de R$ 250 bi e alerta para impacto em programas sociais

Cortes previstos por Flávio Bolsonaro parariam o Brasil, afirma deputado Merlong Solano

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  • Deputado Merlong Solano criticou proposta de Flávio Bolsonaro de cortar R$ 250 bilhões em despesas públicas.
  • Ele alerta que cortes afetariam programas essenciais como Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos.
  • Merlong afirma que economia de R$ 105 bilhões seria possível sem cortar despesas obrigatórias.
  • Proposta pode fragilizar proteção social e piorar condições de vida de milhões de brasileiros.
  • Deputado compara proposta à situação da Argentina e alerta sobre risco de indigência no Brasil.
Deputado federal Merlong Solano |
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ALERTA O deputado federal Merlong Solano (PT), que é economista, criticou a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de cortar cerca de R$ 250 bilhões em despesas do governo. 

Para o parlamentar, a promessa mostra desconhecimento do orçamento público e pode causar graves prejuízos à população.

Segundo Merlong, as despesas discricionárias, aquelas em que o governo tem mais liberdade para decidir onde gastar, somam cerca de R$ 100 bilhões no orçamento de 2027. 

Os cortes atingiriam programas e serviços essenciais, como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Gás do Povo, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos. 

Também afetariam o custeio das universidades e dos institutos federais, as bolsas de pesquisa e pós-graduação do CNPq e da Capes e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Somando tudo isso, mesmo se zerassem e não investissem nada, só teriam uma economia de R$ 105 bilhões. Para chegar aos R$ 250 bilhões seria preciso cortar também despesas obrigatórias, o que comprometeria direitos e políticas públicas fundamentais", disse o deputado.

"Dentre elas, o fim da valorização real do salário mínimo, a desvinculação de aposentadorias e benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), do salário mínimo, e a redução dos investimentos em saúde e educação”, afirmou o parlamentar.

Risco de retrocesso social

Merlong alertou que cortes dessa magnitude poderiam fragilizar a proteção social e piorar as condições de vida de milhões de brasileiros. 

Como exemplo, citou a Argentina, modelo econômico que Flávio Bolsonaro costuma apontar como referência. 

“Se ele fizer tudo isso, pode ser que se aproxime de um corte de R$ 200 bilhões, mas aí o custo social seria o de parar o Brasil, seria de jogar grande parte da população em situação de indigência”, declarou.

O deputado também associou a proposta à posição de Flávio Bolsonaro contra o fim da escala 6 por 1. 

Para ele, a combinação entre resistência à redução da jornada e cortes expressivos nos gastos públicos ameaça os direitos dos trabalhadores e a manutenção de serviços essenciais. 

“O povo precisa avaliar as consequências dessas propostas econômicas. É o futuro de todos nós que está em jogo”, concluiu Merlong.

Deputado federal Merlong Solano 

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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