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Deputado petista critica mistura de disputas eleitorais e alerta para conflitos políticos

Parlamentar avalia que ainda é cedo para definições e destaca necessidade de separar eleições municipais e estaduais

Deputado Francisco Limma em coletiva de Imprensa | Cecília Brandão/Meio News

O deputado estadual Francisco Limma (PT) afirmou que é necessário separar as disputas eleitorais municipais das estaduais para evitar conflitos políticos dentro da base aliada. Segundo o parlamentar, a mistura desses cenários tem levado a debates acalorados e, em alguns casos, “irracionais”.

Na manhã desta segunda-feira (23), Limma comentou a movimentação de prefeitos da base governista que já declararam apoio ao senador Ciro Nogueira (PP), pré-candidato da oposição.

“As disputas locais às vezes se tornam irracionais, e os líderes estaduais têm que ter habilidade para distensionar as eleições municipais das eleições gerais. Quando isso não acontece, acaba dificultando”, afirmou.

FIDELIDADE PARTIDÁRIA

Dentro do Partido dos Trabalhadores, o discurso de fidelidade partidária vem sendo fortalecido com foco nas eleições de 2026, especialmente sob a liderança do presidente estadual da sigla, Fábio Novo.

Um dos episódios sobre o tema envolveram o prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro, após especulações de que ele apoiaria Ciro Nogueira. O caso gerou tensão interna, e o gestor chegou a ser notificado pelo partido, com possibilidade de suspensão da filiação por 60 dias. Em resposta, Felipe Ribeiro reagiu e ameaçou deixar a sigla.

A situação foi amenizada após um encontro realizado em Barra Grande, que reuniu o governador Rafael Fonteles (PT), Fábio Novo e Felipe Ribeiro.

Prefeito Felipe Ribeiro, Governador Rafael Fonteles e Deputado Fábio Novo - Foto: Reprodução/redes sociais

CENÁRIO AINDA INDEFINIDO

Francisco Limma finalizou reforçando que, neste momento, faltando cerca de sete meses para as eleições, ainda é prematuro ter uma posição consolidada sobre o cenário político. Segundo ele, muita coisa pode mudar até o pleito.

“A gente só pode mensurar isso quando chegar depois da eleição estadual. Porque muita coisa vai mudar daqui até o dia 4 de outubro.”

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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