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Advogado de Tatiana Medeiros desabafa após nova decisão: “Nunca teve motivos para ser presa”

Ao fundamentar a decisão, a Justiça destacou que a vereadora já recebe acompanhamento especializado em unidade de saúde, o que afastaria a necessidade de retirada da tornozeleira.

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  • A vereadora Tatiana Medeiros permanece presa por medida cautelar, de acordo com a Justiça Eleitoral.
  • O advogado Edson Araújo afirmou que a prisão da parlamentar nunca teve justificativa legal e é injusta.
  • A Justiça Eleitoral negou o pedido para retirada do equipamento de monitoramento eletrônico, mantendo a prisão preventiva convertida em domiciliar.
  • Tatiana Medeiros foi condenada a 19 anos e 10 meses de prisão por crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral.
Tatiana Medeiros deverá seguir utilizando tornozeleira eletrônica. | Divulgação/Reprodução

A defesa da vereadora Tatiana Medeiros reagiu à decisão da Justiça Eleitoral que manteve o uso de tornozeleira eletrônica pela parlamentar. Em entrevista exclusiva concedida nesta sexta-feira (22), o advogado Edson Araújo afirmou que a prisão da vereadora nunca teve justificativa legal.

“A vereadora Tatiana nunca teve motivos para ser presa, estamos faz mais de um ano de cárcere, sem nenhum motivo legal para isso.”

Justiça mantém medidas cautelares

A manifestação ocorreu após a Justiça Eleitoral negar, na quinta-feira (21), o pedido para retirada do equipamento de monitoramento eletrônico. Tatiana Medeiros foi condenada a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além do pagamento de 492 dias-multa, pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral.

Na decisão, o magistrado entendeu que não houve mudança no cenário jurídico capaz de justificar a revogação da prisão preventiva convertida em domiciliar.

“Nego à ré o direito de recorrer em liberdade, uma vez que não verifico alteração na situação fáticojurídica que conduza à revogação da prisão preventiva, na modalidade domiciliar, pois seus fundamentos permanecem em vigor. A cautelaridade para resguardar a ordem pública deve ser mantida em razão da gravidade em concreto das condutas apuradas, diante da constatação do financiamento da campanha eleitoral da ré”, consta na decisão.

Argumentos da defesa

Os advogados alegaram que Tatiana enfrenta problemas relacionados à saúde mental, incluindo episódios de depressão recorrente e crises de ansiedade. Segundo a defesa, os alertas emitidos pela tornozeleira eletrônica estariam agravando o quadro clínico da vereadora.

Mesmo diante dos laudos médicos apresentados, a Justiça decidiu manter o monitoramento eletrônico. A investigação aponta que a campanha eleitoral da parlamentar teria recebido recursos ilícitos supostamente ligados ao então companheiro de Tatiana, Alandilson, apontado nas apurações como integrante financeiro da facção Bonde dos 40.

Internação em clínica especializada

Ao fundamentar a decisão, a Justiça destacou que a vereadora já recebe acompanhamento especializado em unidade de saúde, o que afastaria a necessidade de retirada da tornozeleira.

“No caso, portanto, não restou demonstrada a completa inadequação do monitoramento eletrônico com a situação de saúde da ré e existe outra medida capaz de preservar sua integridade psíquica e assegurar a continuidade adequada do tratamento, como a internação voluntária em clínica especializada, na qual a ré já encontra-se acolhida, na Clínica Restaurar”, consta na decisão.

Prisão domiciliar segue mantida

Com o entendimento da Justiça Eleitoral, Tatiana Medeiros continuará em prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico enquanto responde ao processo. A defesa ainda avalia novas medidas judiciais para tentar reverter a decisão.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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