Declarações da atriz Solange Couto, popularmente conhecida pelo papel de Dona Jura, geraram repercussão nas redes sociais após ela associar de forma equivocada o Bolsa Família ao abandono escolar. Diante da controvérsia, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), se manifestou publicamente na quarta-feira (14) para rebater as afirmações.
DEFESA DO PROGRAMA
Em nota, o ministro afirmou que ataques ao Bolsa Família costumam ser usados como instrumento para gerar engajamento e controvérsia, distanciando-se dos dados oficiais e da realidade social do país.
“Volta e meia, atacar o Bolsa Família vira estratégia para gerar polêmica e ganhar repercussão”, declarou.
DADOS OFICIAIS
Wellington Dias destacou números recentes que, segundo ele, desmontam a narrativa de que o programa desestimula o trabalho ou a permanência na escola. De acordo com o ministro, em 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família após melhora na renda, e mais de 90% dos novos postos de trabalho no Brasil foram ocupados por pessoas inscritas no Cadastro Único.
“Os fatos são claros: só em 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram o programa porque melhoraram de renda, e mais de 90% dos novos empregos no Brasil vieram de pessoas do Cadastro Único”, ressaltou.
EDUCAÇÃO COMO CONDIÇÃO
O ministro também reforçou que a frequência escolar é uma exigência para o recebimento do benefício, rebatendo diretamente a associação feita pela atriz entre o programa e a evasão escolar.
“E é bom lembrar: o Bolsa Família só é pago às famílias que mantêm crianças e adolescentes na escola. Educação é condição, não discurso”, afirmou.
CRÍTICA À DESINFORMAÇÃO
Na avaliação de Wellington Dias, ignorar essas informações representa desinformação ou atuação de má fé. O ministro destacou ainda que o governo está aberto ao diálogo e ao esclarecimento de dúvidas sobre o programa.