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Janela frenética: Quem já trocou e quem ainda deve trocar de partido no Piauí

Prevista na legislação eleitoral, a regra está no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos e permite a reorganização das bancadas às vésperas das eleições gerais.

Dogim Félix e Franzé Silva estão entre os nomes que ainda podem mudar de partido. | ALEPI/THIAGO AMARAL

Teve início no dia 5 de março o período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato. A chamada janela partidária segue aberta até 3 de abril e funciona como um dos momentos mais estratégicos do calendário político nacional.

Prevista na legislação eleitoral, a regra está no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos e permite a reorganização das bancadas às vésperas das eleições gerais. Na prática, deputados aproveitam o intervalo para reposicionar alianças e ajustar estratégias eleitorais.

O cronograma estabelece que a janela seja aberta sete meses antes do pleito. Em 2026, o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.

QUEM PODE MUDAR

Neste ciclo, apenas deputados federais, estaduais e distritais estão autorizados a mudar de partido dentro da regra. Vereadores eleitos em 2024 ficam de fora, já que não estão no último ano de seus mandatos.

Para cargos majoritários — como presidente, governador e senador — não há exigência de justificativa formal para troca de sigla, o que amplia a liberdade de movimentação política nesses casos.

MOVIMENTAÇÕES NO PIAUÍ

No Piauí, o período já provoca uma série de articulações e mudanças entre lideranças políticas, especialmente após o fim das negociações envolvendo a chamada fusão cruzada entre partidos.

TROCAS CONFIRMADAS

Entre os nomes que já definiram novos rumos partidários, está o deputado estadual mais votado, Georgiano Neto, que deixou o MDB e retornará ao PSD, com planos de disputar uma vaga na Câmara Federal.

Outro que já oficializou mudança foi Ziza Carvalho, que também saiu do MDB e se filiou ao Partido Verde logo no primeiro dia da janela.

Ainda na Assembleia Legislativa, Simone Pereira acompanhou o movimento e deixou o MDB para ingressar no PSD, em meio à reconfiguração partidária.

Evaldo Gomes também alterou seu destino político: ele sai do Solidariedade e deve se filiar ao Partido dos Trabalhadores no dia 31 de março.

Já a deputada Gracinha Mão Santa deixará o Progressistas para ingressar no MDB, com filiação prevista para a segunda-feira, 23 de março.

Na Câmara Federal, o deputado Castro Neto anunciou que deixará o PSD e seguirá para o MDB, mirando a reeleição.

QUEM PODE TROCAR

Outros parlamentares ainda avaliam os próximos passos. Dogim Félix, atualmente no Progressistas, é apontado como nome praticamente certo no MDB. O mesmo destino é cogitado para o pastor Gessivaldo Isaías, hoje filiado ao Republicanos.

Já o deputado estadual Franzé Silva, do PT, também está no radar das mudanças. Entre as possibilidades estão Republicanos, MDB e PSD, com tendência de reforço à chapa do Republicanos.

No âmbito federal, Marcos Aurélio Sampaio deve deixar o PSD e migrar para o MDB, acompanhando o novo cenário político após o encerramento da fusão cruzada.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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