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João Pereira rejeita aumento imediato de subsídio ao transporte: “O sistema está falido”

O parlamentar defendeu que qualquer ampliação dos recursos públicos seja precedida de estudos técnicos e de uma reestruturação do sistema.

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  • Vereador João Pereira defende estudos técnicos antes de aumentar subsídio para transporte coletivo de Teresina.
  • Setut pede aumento de R$ 10 milhões mensais para equilibrar financeiramente o sistema de transporte.
  • Reunião reuniu TCE-PI, Setut, vereadores e outros para discutir crise do transporte público em Teresina.
  • Vereador afirma que sistema está falido e que 27 mil pessoas utilizam o transporte atualmente.
  • Integração do transporte é prioridade para recuperar eficiência e confiança da população.
João Pereira foi o proponente da audiência sobre o transporte público no TCE. | Divulgação

O vereador João Pereira (PT) afirmou, nesta sexta-feira (10), que é contrário ao aumento imediato do subsídio destinado ao transporte coletivo de Teresina. Autor do requerimento que motivou a reunião realizada no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), o parlamentar defendeu que qualquer ampliação dos recursos públicos seja precedida de estudos técnicos e de uma reestruturação do sistema.

O encontro reuniu o presidente do TCE, Kennedy Barros, representantes do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), vereadores da capital e outros envolvidos na discussão sobre a crise enfrentada pelo transporte público. Durante a reunião, o Setut voltou a defender a elevação do subsídio municipal para R$ 10 milhões por mês, o equivalente a R$ 120 milhões por ano, alegando que o atual aporte não é suficiente para equilibrar financeiramente o sistema.

Prioridade é reformular o transporte

Embora reconheça a gravidade da situação enfrentada pelo transporte coletivo, João Pereira afirmou que não concorda com o aumento dos repasses antes da adoção de medidas estruturais.

"Sou contra o aumento do subsídio neste momento. Sou favorável, primeiramente, à realização de um estudo técnico, com análise de mudanças nas linhas, fortalecimento da integração e ampliação da frota. Não aprovo aumento de subsídios sem um estudo técnico."

Segundo o vereador, o atual modelo de operação perdeu eficiência e precisa ser reorganizado para recuperar a confiança da população e ampliar o número de usuários.

Sistema em crise

Na avaliação do parlamentar, a baixa demanda evidencia a necessidade de mudanças profundas no serviço antes da destinação de novos recursos públicos.

"O sistema está falido. Hoje, apenas 27 mil pessoas utilizam o transporte público da forma como ele está."

Durante a reunião, representantes do Setut argumentaram que a arrecadação com as tarifas caiu para cerca de R$ 4 milhões por mês, enquanto o sistema acumula um déficit estimado em R$ 4 milhões mensais. Já o presidente do TCE, Kennedy Barros, lembrou que auditoria realizada pelo Tribunal apontou insuficiência na receita tarifária para cobrir os custos operacionais.

Próximos passos

Ao comentar os encaminhamentos definidos no encontro, João Pereira informou que uma nova rodada de discussões deverá ser realizada envolvendo a Prefeitura de Teresina, o Tribunal de Contas e o Legislativo municipal.

"O encaminhamento da reunião de hoje é promover um encontro entre o prefeito, o Tribunal de Contas do Estado e os vereadores para discutir o estudo realizado pelo TCE e encaminhar, junto à gestão municipal, uma solução efetiva para o problema do transporte público."

A expectativa, segundo o parlamentar, é que o diagnóstico elaborado pelo Tribunal sirva de base para a construção de medidas capazes de reestruturar o sistema e garantir maior eficiência na prestação do serviço.

Integração como prioridade

Entre as mudanças consideradas essenciais, João Pereira destacou a implantação efetiva da integração do transporte coletivo, apontando que Teresina está defasada em relação às demais capitais nordestinas.

"A integração existe em todas as capitais do Nordeste, e Teresina é a única que não possui esse sistema. Fortaleza, por exemplo, conta com integração desde 1992."

Para o vereador, a recuperação do transporte coletivo passa pela adoção de medidas técnicas e por uma articulação entre os diferentes entes envolvidos na gestão do sistema.

"Em resumo, o sistema hoje está falido, e precisamos de vontade política alinhada aos estudos técnicos."

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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