- Gyselle Cajuína (PP) recebeu 595 votos na eleição de 2026, mesmo após renunciar à candidatura.
- A campanha custou R$ 519.629,04, com média de R$ 873,33 por voto, segundo dados oficiais.
- Renúncia foi homologada pelo TRE-PI em 22 de setembro por motivos pessoais da candidata.
- Campanha declarou R$ 895.175,67 em receitas, incluindo recursos do FEFC e Fundo Partidário.
- Candidatura integrou Federação União Progressista, ligada ao senador Ciro Nogueira.
A ex-BBB Gyselle Cajuína (PP) recebeu 595 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Piauí, mesmo após renunciar à candidatura antes do primeiro turno das eleições de 2026. Com R$ 519.629,04 em despesas declaradas, a campanha teve um custo médio de R$ 873,33 por voto, considerando os gastos informados e a votação registrada na Justiça Eleitoral.
A renúncia foi homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) em 22 de setembro, após pedido apresentado pela candidata por motivos pessoais. No documento, Gyselle afirmou que a decisão era “livre, expressa e inequívoca”, além de voluntária e definitiva.
Com a saída oficializada, a candidatura passou a constar como inapta na consulta pública da Justiça Eleitoral. Apesar disso, os 595 votos permaneceram registrados na apuração, embora tenham sido contabilizados como anulados.
R$ 895 mil em receitas
Dados do DivulgaCand apontam que a campanha de Gyselle declarou R$ 895.175,67 em receitas. Entre os recursos informados estão R$ 500 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), R$ 300 mil do Fundo Partidário e R$ 16 mil em doações de pessoas físicas, além de outros valores registrados na prestação de contas.
As despesas declaradas até a renúncia somaram R$ 519.629,04. A diferença entre as receitas e os gastos informados é de R$ 375.546,63, valor que não deve ser interpretado automaticamente como saldo final, pois depende da prestação de contas e da apuração dos recursos efetivamente utilizados.
A candidatura integrava a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, ligada ao senador Ciro Nogueira (PP).