Entre 2024 e 2025, a B3 contabilizou a entrada de 205.949 novos investidores em produtos de renda variável, avanço que corresponde a 4% no total de cadastros da bolsa brasileira. No mesmo período, o valor sob custódia também apresentou expansão relevante, passando de R$ 528 bilhões, no fim de 2024, para R$ 635 bilhões, um salto de 20%.
NÚMEROS ATUAIS
Com esse desempenho, a B3 reúne hoje quase 5,5 milhões de investidores em renda variável em todo o país. Em 2025, o maior crescimento proporcional de novos participantes foi observado nas regiões Norte e Nordeste, indicando a interiorização do mercado de capitais.
DESTAQUE REGIONAL
O Piauí liderou o ranking percentual, com aumento de 7,73% no número de investidores, seguido por Amazonas (7,30%) e Pará (7,02%). Apesar da performance expressiva, os estados ainda apresentam bases menores em números absolutos: o Piauí soma cerca de 34,5 mil investidores, o Amazonas ultrapassa 51 mil, e o Pará registra mais de 90 mil.
ANÁLISE DA B3
Para a direção da bolsa, o movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil dos investidores brasileiros.
“Os dados mostram que o mercado de capitais avança para além dos grandes centros e chega cada vez mais aos demais polos do país, explicitando o potencial enorme destas regiões”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3.
CONCENTRAÇÃO AINDA PERSISTE
Mesmo com a expansão regional, São Paulo segue como o estado com maior presença na bolsa, reunindo 1,9 milhão de investidores. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 554 mil, e Rio de Janeiro, com 550 mil CPFs cadastrados.
CRESCIMENTO GENERALIZADO
Além dos líderes do Norte e Nordeste, estados como Paraíba, Ceará, Maranhão, Amapá, Pernambuco, Alagoas, Roraima, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Bahia e Sergipe também registraram altas superiores a 5%, reforçando a tendência de disseminação do investimento em renda variável pelo país.
PANORAMA GERAL
No consolidado nacional, o total de investidores passou de 5.259.178 em 2024 para 5.465.127 em 2025, representando um crescimento de 3,92%, confirmando o avanço gradual, porém consistente, do mercado de capitais brasileiro.