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OAB pede intervenção no transporte público e pressiona Prefeitura de Teresina

A iniciativa busca assegurar continuidade, regularidade, eficiência, transparência e sustentabilidade do serviço, obrigando o poder público a promover uma reorganização estrutural do sistema.

O presidente da OAB Piauí, Raimundo Júnior, ingressou com uma ação na Justiça. | Divulgação/Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência estrutural contra a Prefeitura de Teresina e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito. O objetivo é garantir melhorias no sistema de transporte público da capital, considerado essencial para a população.

A iniciativa busca assegurar continuidade, regularidade, eficiência, transparência e sustentabilidade do serviço, obrigando o poder público a promover uma reorganização estrutural do sistema.

FALHAS APONTADAS
Com base em dados administrativos e em análise técnica do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (Processo TC/009266/2021), a entidade aponta um quadro de omissão administrativa estrutural.

Entre os principais problemas identificados estão:

  • Subsídios públicos sem medição auditável da operação;
  • Deficiências no sistema de bilhetagem eletrônica, com falta de transparência;
  • Fiscalização considerada frágil por parte da STRANS;
  • Inexistência de indicadores oficiais de desempenho;
  • Dificuldades na aplicação de penalidades;
  • Alterações em corredores exclusivos de ônibus sem respaldo técnico adequado.

MEDIDAS SOLICITADAS
Na ação, a OAB/PI defende a adoção de uma tutela estrutural, com imposição de obrigações que levem à reorganização do transporte coletivo.

Entre os pedidos estão:

  • Elaboração de plano emergencial de continuidade do serviço;
  • Implantação de sistema de medição auditável da operação;
  • Realização de auditoria independente na bilhetagem eletrônica;
  • Divulgação periódica de dados operacionais e financeiros;
  • Reforço da fiscalização;
  • Revisão técnica da Portaria STRANS nº 30/2025.

PEDIDOS URGENTES
No âmbito da urgência, a entidade solicita que o município e a STRANS apresentem, em até 10 dias, um plano detalhado com informações sobre frota, linhas e horários, além de medidas para evitar redução da oferta.

Também pede que, em 15 dias, seja implementada uma rotina formal de medição do serviço, vinculando repasses públicos a critérios verificáveis, com divulgação semanal de dados.

Outras solicitações incluem:

  • Auditoria independente da bilhetagem em até 30 dias;
  • Abertura de procedimento para revisão do modelo de operação;
  • Relatório sobre a estrutura de fiscalização;
  • Suspensão da Portaria nº 30/2025 até comprovação técnica;
  • Realização de audiência de monitoramento em até 45 dias;
  • Aplicação de multa diária em caso de descumprimento.

ACOMPANHAMENTO JUDICIAL
A ação prevê ainda o acompanhamento contínuo pelo Poder Judiciário, com monitoramento progressivo das medidas e exigência de relatórios periódicos.

Segundo a OAB/PI, o objetivo é garantir a efetividade das mudanças e evitar que problemas estruturais do transporte público em Teresina continuem sem solução. 

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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