- A Prefeitura de Teresina criou um grupo para monitorar recursos públicos do transporte coletivo.
- O subsídio mensal pago ao sistema aumentou em R$ 321 mil, atingindo R$ 6,321 milhões por mês.
- Representantes de Tribunal de Contas, Câmara Municipal e Controladoria-Geral do Município acompanharão a aplicação dos recursos.
- O acordo entre empresários e trabalhadores prevê reajuste salarial de 5,35% sobre o salário vigente em 2025.
A Prefeitura de Teresina anunciou a criação de um grupo especial para monitorar a utilização dos recursos públicos destinados às empresas do transporte coletivo da capital. A medida ocorre após o aumento do subsídio mensal pago ao sistema, que passou a somar R$ 6,321 milhões por mês, com acréscimo de R$ 321 mil. Anualmente, o valor alcança R$ 75,8 milhões.
O anúncio foi feito pelo prefeito Silvio Mendes nesta terça-feira (26). Segundo ele, o objetivo é garantir maior controle sobre a aplicação do dinheiro público pelas concessionárias que operam o serviço na cidade.
Fiscalização inédita
O grupo de acompanhamento será composto por representantes do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, da Câmara Municipal de Teresina e da Controladoria-Geral do Município (CGM). A proposta, de acordo com a gestão municipal, é acompanhar de perto como os recursos do subsídio serão utilizados pelas empresas de ônibus.
A administração destacou que essa será a primeira vez que um modelo de fiscalização conjunta desse tipo será implementado no sistema de transporte coletivo da capital piauiense.
O prefeito ressaltou ainda que o montante destinado ao setor é elevado e exige mecanismos de controle mais rígidos por envolver verbas públicas.
Greve evitada
A definição sobre o reforço no subsídio aconteceu logo após o encerramento das negociações entre empresários e trabalhadores do transporte coletivo. Na segunda-feira (25), motoristas e cobradores decidiram suspender a possibilidade de greve após aceitarem a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut).
O acordo prevê reajuste salarial de 5,35% para a categoria. O percentual será aplicado sobre o salário vigente em 2025, fixado em R$ 1.602.
Os trabalhadores defendiam que o aumento incidisse sobre o valor previsto para 2026, estimado em R$ 1.621, mas acabaram recuando durante as negociações.
Críticas aos salários
Durante a fala sobre o acordo, Silvio Mendes também demonstrou insatisfação com a remuneração paga aos profissionais do transporte coletivo. O prefeito avaliou que motoristas e cobradores recebem salários baixos e classificou como pequena a diferença financeira que travou parte das negociações entre empresas e trabalhadores.