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PSD exigirá fidelidade dos prefeitos no Piauí? Georgiano responde

Petistas têm se incomodado com a cobrança efetiva de fidelidade, enquanto não observam o mesmo por parte do PSD e MDB.

Georgiano Neto é pré-candidato a federal e é um dos principais articuladores do PSD. | Ascom Alepi

As cúpulas do PSD e do MDB se reuniram nesta semana para discutir o cenário eleitoral de 2026. Entre os temas centrais do encontro esteve a manutenção da dobradinha Marcelo Castro e Júlio César na disputa pelo Senado Federal, diante de sinais de desalinhamento em bases municipais das duas siglas.

DESCOMPASSO NAS BASES

O debate ganhou força após prefeitos vinculados ao PSD e ao MDB passarem a anunciar apoio ao senador Ciro Nogueira (Progressistas), contrariando o acordo político firmado entre os partidos. A movimentação tem gerado desconforto e acendido o alerta nas cúpulas das legendas.

PRESSÃO E DESCONFORTO

A situação se torna ainda mais sensível porque lideranças do PT têm manifestado incômodo com a cobrança rigorosa de fidelidade imposta aos filiados petistas, enquanto, segundo avaliam, não haveria o mesmo nível de exigência dentro do PSD e do MDB.

INTERESSE NACIONAL

Nos bastidores, a avaliação é de que a eleição de Marcelo Castro e Júlio César interessa diretamente ao presidente Lula e ao PT nacional, como estratégia para evitar uma eventual recondução de Ciro Nogueira ao Senado. Questionado sobre a possibilidade de endurecimento na cobrança por alinhamento político, o deputado Georgiano Neto adotou um tom conciliador.

"Vamos buscar dentro do convencimento a unidade do nosso grupo com a chapa".

EXEMPLOS DE INFIDELIDADE

Entre os casos citados de apoio fora da aliança, está a prefeita Ana Lina, de Murici dos Portelas, filiada ao PSD, que na semana passada reafirmou publicamente o voto em Ciro Nogueira, um dos principais opositores do governo Lula.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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