Um ex-vereador e suplente nas eleições mais recentes passou a figurar no centro de uma investigação policial que apura um crime grave no interior do Piauí. Trata-se de Juliano Magalhães Coelho, conhecido como “Juliano Importados”, que disputou o pleito de 2024 pelo Progressistas no município de Tianguá, no Ceará.
PERFIL DO INVESTIGADO
Juliano Magalhães Coelho, nascido em 4 de maio de 1983, é natural de Tianguá (CE), possui nível superior completo e declarou atuar como administrador. Casado, de cor parda, ele concorreu à reeleição, mas terminou como suplente pelo Partido Progressistas (PP).
O político já exerceu mandato como vereador anteriormente no município cearense.
DECLARAÇÃO DE BENS
De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral, o suplente declarou um patrimônio total de R$ 545 mil.
Entre os principais bens informados estão:
- 100% das quotas da empresa J. M. Coelho LTDA, avaliadas em R$ 100 mil;
- Um veículo BMW 118I, no valor de R$ 65 mil;
- Dinheiro em espécie, totalizando R$ 20 mil;
- Uma Toyota Hilux SWDMDA4DM, ano 2023, avaliada em R$ 350 mil;
- Um automóvel VW Gol GTI, declarado em R$ 10 mil.
OPERAÇÃO POLICIAL
Uma ofensiva realizada nas primeiras horas da segunda-feira (20) colocou o nome do suplente entre os alvos de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí. As ações incluíram o cumprimento de mandados judiciais em um imóvel residencial e em um ponto comercial ligado ao investigado, localizado na região central de Tianguá, na Serra da Ibiapaba.
Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão temporária, além de autorizações para buscas em imóveis e veículos. As diligências ocorreram nas cidades de Barras (PI) e Tianguá (CE), com atuação conjunta das polícias civis dos dois estados, da Polícia Militar do Piauí e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).
CRIME INVESTIGADO
A operação busca esclarecer um latrocínio que vitimou o idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos. O caso aconteceu no dia 5 de abril, na localidade Ponto Belo, zona rural de Batalha (PI).
Segundo a investigação, dois homens chegaram à propriedade em uma motocicleta sob o pretexto de negociar madeira. Após serem levados até um galpão, anunciaram o assalto, renderam o proprietário e o imobilizaram.
DINHEIRO ROUBADO E FUGA
Os criminosos fugiram levando um cofre que, conforme apurado, guardava cerca de R$ 500 mil. Para escapar, utilizaram o caminhão da própria vítima.
Pouco depois da ação, o idoso foi encontrado sem vida. A perícia apontou que a morte ocorreu em decorrência de um infarto agudo do miocárdio, provocado pelo alto nível de estresse físico e emocional durante o crime — circunstância que caracteriza o latrocínio.
No dia seguinte, o caminhão foi localizado completamente incendiado às margens da PI-110, em uma tentativa de eliminar evidências.