- Governador Rafael Fonteles elogia ex-governador Mão Santa durante agenda em Parnaíba.
- Mão Santa é histórico adversário do PT e sua filha se filiou ao MDB, partido da base do governo estadual.
- Rafael destaca ações de Mão Santa no desenvolvimento do Cerrado piauiense e investimentos na região.
- Ele não descarta uma nova aproximação política entre os grupos após momentos de aliança no passado.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), surpreendeu ao fazer elogios públicos ao ex-governador e ex-prefeito de Parnaíba, Mão Santa, histórico adversário do Partido dos Trabalhadores. As declarações foram dadas durante agenda realizada no último fim de semana em Parnaíba e reforçaram os sinais de aproximação política entre os grupos.
A movimentação ganhou ainda mais força após a deputada estadual Gracinha Mão Santa, filha do ex-prefeito, se filiar ao MDB, partido que integra a base do governo estadual.
Reconhecimento político
Durante entrevista à Rádio Liderança, Rafael destacou ações de Mão Santa no período em que governou o Estado, principalmente ligadas ao desenvolvimento do Cerrado piauiense. Segundo o governador, o ex-prefeito teve papel importante na divulgação das potencialidades econômicas da região ainda em um período inicial do agronegócio no estado.
“Mão Santa viajou para o Rio Grande do Sul, divulgou o Cerrado do Piauí, quando não tinha um pedaço de soja plantado lá. E trouxe um bocado de gaúchos, que inclusive fundaram o distrito Nova Santa Rosa. Então, essa visão de longo prazo e de fazer a propaganda do Piauí fez o Mão Santa plantar a semente no governo dele. Nós estamos colhendo agora. Claro que os outros governadores deram contribuição.”
Rafael também relembrou investimentos e empresários atraídos ao estado naquela época, citando o espanhol Manuel Arrey, ligado aos setores de castanha e curtume.
“Eu lembro também do Manuel Arrey falando, empresário espanhol da indústria de castanha e de curtume, que também veio aqui na época do governo Mão Santa.”
Possível reaproximação
Apesar do histórico de divergências políticas entre os grupos, o governador afirmou que a relação entre as famílias já teve momentos de aliança no passado e não descartou uma nova aproximação no futuro.
“Então veja, Mão Santa, todos sabem as divergências políticas que tivemos por muito tempo, mas lá atrás, meu pai o apoiou em 94.”
Na sequência, Rafael lembrou outros momentos de convergência política envolvendo lideranças piauienses ao longo das últimas décadas.