- Alessya Xavier critica saída de Etniel Anchieta do Republicanos, classificando como "desleal".
- O partido não aceitará papel secundário no cenário político, segundo Alessya Xavier.
- A dirigente acusa assédio político e crítica o apoio ao deputado Júlio César Lima pelo PSD.
- Alessya Xavier rechaça atribuição da condução da articulação ao ex-governador Wilson Martins.
A presidente do Republicanos no Piauí, Alessya Xavier, fez duras críticas à articulação que resultou na saída do pastor e militar Etniel Anchieta para o PSD. Em tom firme, a dirigente classificou o movimento como desleal e indicou possíveis impactos nas alianças políticas no estado.
“O Republicanos segue trabalhando com seriedade, coerência e lealdade — valores que norteiam todas as nossas decisões. Se essa for a decisão definitiva do senhor Etiniel, desejamos boa sorte. Mas é importante registrar: o Republicanos foi o único partido que acreditou e abriu espaço para ele desde o início”, declarou.
DESGASTE POLÍTICO
Alessya também colocou em dúvida o apoio da sigla ao projeto do deputado Júlio César Lima ao Senado, destacando que qualquer decisão ainda passará por discussão interna.
“Sobre o apoio ao deputado Júlio César, o partido ainda não deliberou oficialmente. Temos um princípio claro: decisões estratégicas são construídas coletivamente, com responsabilidade, para que não haja recuos nem desgaste de credibilidade”, afirmou.
ACUSAÇÃO DE ASSÉDIO
A dirigente revelou ainda que já havia tratado do assunto diretamente com lideranças envolvidas e criticou o que chamou de assédio político.
No entanto, como presidente, não posso deixar de pontuar algo com absoluta franqueza. Tratei pessoalmente desse movimento com o deputado Georgiano, na Sexta-feira Santa, e fui clara ao afirmar que considero inaceitável o assédio a pré-candidatos do Republicanos — especialmente porque ele participou de várias reuniões conosco e nós, tratando-o como aliado abrimos toda nossa composição de chapa, estrutura e os nomes do nosso partido.
ROMPIMENTO DE CONFIANÇA
Segundo Alessya, o episódio compromete a relação de confiança dentro da base aliada.
“Fiz diversas reuniões com líderes da nossa base para buscar alinhar nosso grupo às orientações do governador Rafael no que diz respeito ao Senado. Mas política se faz com respeito. E quando esse respeito é quebrado, as consequências são inevitáveis.”
Ela reforçou que o partido não aceitará papel secundário no cenário político:
“O Republicanos não aceita ser tratado como coadjuvante nem como partido de passagem. Saberemos reagir à altura, com a firmeza que o momento exige.”
RECADO DIRETO AO PSD
Ao final, Alessya Xavier direcionou críticas ao PSD e mencionou o ex-governador Wilson Martins, rechaçando qualquer tentativa de atribuir a ele a condução da articulação.
“Se o PSD tivesse conversado de forma honesta e nos provado que para a estratégia da base esse era um movimento importante não haveria problema. Mas cada um tem um jeito de agir. Prefiro dormir com a consciência tranquila.”
E, para finalizar, espero sinceramente que o PSD não tenha a desfaçatez de tentar atribuir esse movimento ao ex-governador Wilson Martins, recém-chegado ao partido, como se tivesse autonomia para conduzir uma articulação dessa natureza. Porque pior do que agir com deslealdade é tentar subestimar a inteligência dos seus pares.