- Professor de Matemática é investigado após declarações polêmicas em rede social.
- Secretaria da Educação afirma que ele não é servidor da Rede Estadual de Ensino.
- Docente está lotado em escola municipal de Campo Maior, compartilhando espaço com Ceti.
- Professor defendeu restrições ao voto de idosos e beneficiários de programas sociais.
- Ele também criticou população do Norte e Nordeste e defendeu construção de muro.
A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) divulgou, nesta quinta-feira (29), uma nota para esclarecer que o professor de Matemática Jhon Herbert, alvo de polêmica após declarações sobre idosos, beneficiários de programas sociais e a população das regiões Norte e Nordeste, não integra o quadro de profissionais da Rede Estadual de Ensino.
Segundo a pasta, o docente está lotado na Unidade Escolar Nossa Senhora de Lourdes, vinculada à Rede Municipal de Ensino de Campo Maior, que funciona no mesmo prédio do Ceti Patronato Nossa Senhora de Lourdes. A Seduc destacou que, apesar de compartilharem o espaço físico, as duas unidades pertencem a redes de ensino distintas.
Declarações repercutiram nas redes sociais
A controvérsia começou após a circulação de um vídeo publicado pelo professor no WhatsApp, no qual ele questiona a democracia brasileira e defende restrições ao direito de voto de determinados grupos sociais.
Entre as declarações, Jhon Herbert afirmou que beneficiários de programas como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia, além de pessoas presas, não deveriam ter direito de participar das eleições.
O professor também fez críticas ao voto de idosos, sob o argumento de que pessoas próximas do fim da vida não deveriam participar das decisões eleitorais.
Defesa de muro entre regiões
Em outro trecho da gravação, o docente defendeu a construção de um muro para separar as regiões Norte e Nordeste do restante do país. Durante a argumentação, fez comentários depreciativos sobre os moradores dessas regiões e questionou a capacidade da população de escolher seus representantes políticos.
Na legenda da publicação, Herbert escreveu que o erro da ditadura militar teria sido torturar, e não matar, em referência às práticas de repressão adotadas durante o regime militar brasileiro.