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Tolerância zero: Rafael Fonteles quer 'asfixia financeira' para derrotar facções criminosas

ara alcançar esse objetivo, Fonteles defendeu uma integração plena entre forças de segurança federais e estaduais, com atuação conjunta do Ministério Público e de órgãos de controle fiscal, como a Receita Federal e as receitas estaduais.

Rafael Fonteles tem a segurança pública como uma prioridade da sua gestão. | CCOM/Divulgação

Em entrevista ao jornalístico nacional Canal Livre, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, abordou um dos desafios mais delicados enfrentados atualmente pelos estados brasileiros: o crescimento do crime organizado e sua inserção em atividades econômicas legais.

MUDANÇA DE PERFIL
Durante a entrevista, foi destacada a preocupação com a mudança de estratégia de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, que passaram a reduzir a atuação em crimes tradicionais, como roubos e furtos, para investir na exploração de setores da economia formal.

PRIORIDADE DO GOVERNO
Fonteles reconheceu que essa “sofisticação do crime” figura hoje entre as principais prioridades da gestão estadual, exigindo novas formas de enfrentamento e maior articulação institucional.

OPERAÇÃO NO PIAUÍ
Como exemplo dessa atuação, o governador citou os resultados da Operação Carbono Oculto 86 — denominação que faz referência ao DDD do Piauí. A iniciativa foi inspirada em uma ação integrada realizada pelo governo federal em parceria com o estado de São Paulo.

RESULTADOS
No território piauiense, a operação levou ao fechamento de mais de 40 postos de combustíveis, evidenciando como o tráfico de drogas utiliza empresas que movimentam grandes volumes de dinheiro em espécie para viabilizar esquemas de lavagem de recursos.

ESTRATÉGIA FINANCEIRA
O governador enfatizou que o combate efetivo às facções passa pela “asfixia financeira” dessas organizações criminosas. Segundo ele, a repressão deve ir além da atuação ostensiva e atingir diretamente a base econômica do crime.

INTEGRAÇÃO ENTRE ÓRGÃOS
Para alcançar esse objetivo, Fonteles defendeu uma integração plena entre forças de segurança federais e estaduais, com atuação conjunta do Ministério Público e de órgãos de controle fiscal, como a Receita Federal e as receitas estaduais.

DECLARAÇÃO
Essa integração é fundamental para combater esse nível de organização criminosa que já alcança setores como o de combustíveis e até fintechs”, afirmou Fonteles. O governador também ressaltou que, sem interromper o fluxo financeiro, o crime organizado continuará a se expandir no país.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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