No Jogo do Poder, a pauta da segurança pública ganhou destaque com o anúncio do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, sobre o lançamento do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa será apresentada nesta quarta-feira (04), em Brasília, ao lado do presidente Lula, e busca integrar forças federais e estaduais em um protocolo unificado de enfrentamento à violência contra a mulher.
As declarações de Chico Lucas foram colhidas pela correspondente da TV Meio Norte em Brasília, Fernanda Duarte, e repercutidas no programa. Segundo o secretário, o enfrentamento ao feminicídio exige uma atuação que vá além da repressão policial.
“Esse é um crime que tem várias nuances, não só a repressão, mas principalmente, como o presidente Lula disse, o engajamento de toda a sociedade das mulheres e principalmente dos homens no enfrentamento a essa violência”, afirmou.
Chico Lucas destacou que o foco do pacto está no fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
“Da nossa parte, a ideia é que a gente trabalhe o fortalecimento da Rede de Proteção das mulheres, as DEAMs, as patrulhas Maria da Penha, com o apoio do governo federal”, explicou. Ele acrescentou que o objetivo é garantir suporte aos estados para reduzir o feminicídio, assim como já ocorre com outros indicadores: “Reduzir esse crime, como temos reduzido o número de homicídios, o número de crimes violentos patrimoniais”.
O secretário também ressaltou o papel de coordenação do governo federal dentro de uma política de segurança pública integrada.
“A política de segurança pública é sistêmica, então o que fica na ponta são os estados e o governo federal tem um trabalho de coordenar”, disse.
Segundo ele, o plano envolve protocolos nacionais, oferta de tecnologia e suporte técnico para que os estados adotem políticas mais eficientes, inclusive no enfrentamento às organizações criminosas.
No Jogo do Poder desta quarta-feira (04), a jornalista e comentarista Apoliana Oliveira avaliou que o combate ao feminicídio passa por múltiplas frentes.
“É um problema complicado, é um tanto estrutural, é um tanto falta de combate, é um tanto de também uma lei mais severa, mais dura, que seja aplicada de fato”, afirmou, ao classificar o desafio como sistêmico.
Apoliana também chamou atenção para a necessidade de proteger as vítimas após a denúncia.
“Muitas vezes a mulher deixa de fazer a denúncia porque ela não se sente segura depois da denúncia. O que vai acontecer comigo? Eu vou estar protegida?”, questionou. Para ela, a política pública precisa ir além da prisão dos agressores: “Tem que fazer também o pós-denúncia para garantir que essas mulheres permaneçam seguras”.