- Senador Ciro Nogueira destaca influência política como diferencial na disputa pela reeleição ao Senado.
- Ciro afirma que sua atuação direta nos municípios é um diferencial, sem depender de outros líderes.
- Ele classificou a eleição como "silenciosa", com pouca divulgação pública das intenções dos eleitores.
- Ciro afirma ter destinado cerca de R$ 5 bilhões ao Piauí, incluindo recursos para os 224 municípios.
- Senador nega acordos eleitorais com Marcelo Castro e Júlio César, destacando apoio de prefeitos independentemente de partido.
Escrito por Eliaquim de Paula
Nesta segunda-feira (21), durante sabatina no Jogo do Poder, o senador Ciro Nogueira (PP) afirmou que considera sua influência política um dos principais diferenciais na disputa pela reeleição ao Senado. Ao falar sobre a corrida eleitoral, ele disse que consegue realizar mobilizações nos municípios mesmo sem a presença de outros líderes e declarou que “ninguém” no Piauí teria mais influência que ele para fazer ações acontecerem no Estado. Ciro também classificou a eleição como “silenciosa” e afirmou que o resultado poderá trazer uma surpresa.
“Tenho a minha luz própria”
Questionado pelo apresentador Amadeu Campos sobre a disputa pelo Senado e a atuação de Marcelo Castro e Júlio César junto às prefeituras, Ciro afirmou que costuma participar de agendas nos municípios sem depender da presença do governador ou de outros aliados.
Segundo o senador, essa atuação direta seria um dos diferenciais de sua campanha.
“Eu vou na grande maioria das cidades, eu estou lá, faço uma mobilização até às vezes maior do que a do Rafael. Esse é o diferencial. Eu não estou escondido nas costas de ninguém, tenho a minha luz própria, tenho o meu trabalho, tenho o que eu fiz no Piauí”
Ciro também foi questionado pela jornalista Apoliana Oliveira sobre a longa trajetória política e a defesa de renovação. Ao responder, ele destacou a influência que afirma ter construído ao longo dos anos.
“A população do Piauí, você acha que alguém desses outros candidatos, tem alguém que tenha mais influência que eu para fazer as coisas acontecendo no Piauí? Tenho certeza que ninguém no Piauí acha isso. Ninguém.”
Senador fala em eleição “silenciosa”
Ao responder sobre a disputa pelo Governo do Estado e a relação com prefeitos que apoiam diferentes candidaturas, Ciro afirmou que percebe um comportamento diferente do eleitorado nesta eleição.
O senador disse que, segundo os levantamentos que acompanha, ainda existe um percentual elevado de eleitores que não declara publicamente sua escolha para governador.
“E eu acho que nós estamos indo para a eleição mais silenciosa da nossa história. Uma eleição que só quem bota adesivo nos carros são os cabos eleitorais, os familiares dos candidatos. A população está calada.”
Na avaliação apresentada por Ciro durante a entrevista, essa característica pode influenciar o resultado das urnas.
“E eu acho que nós vamos ter uma grande surpresa nessa eleição.”
Ciro afirma ter levado recursos aos 224 municípios
Durante a sabatina, Apoliana Oliveira questionou o senador sobre os recursos que ele afirma ter destinado ao Piauí. Ciro declarou que já levou cerca de R$ 5 bilhões ao Estado e aos municípios e explicou que os recursos são provenientes de orçamento, projetos e financiamentos.
Ele citou obras realizadas em Teresina durante diferentes administrações e afirmou que sua atuação nacional permitiu transformar influência política em investimentos para o Estado.
“Eu tenho conseguido, graças a Deus, transformar toda a minha influência nacional em benefício para o nosso povo e tenho muito orgulho disso.”
Ciro afirmou ainda que, segundo uma pesquisa feita por ele, nenhum senador do Brasil teria levado a um Estado o volume de recursos que ele diz ter destinado ao Piauí.
Apoio de prefeitos não seria condicionado a votos
O senador também foi questionado por Arimatéia Carvalho sobre as chamadas “dobradinhas” com Marcelo Castro e Júlio César. Ciro negou que tenha acordos eleitorais diretamente com os dois e explicou que possui apoio de prefeitos que também apoiam outros candidatos ao Senado.
Segundo ele, a relação teria começado a partir da destinação de recursos para os municípios.
“Eu levei recursos, e também fui o único parlamentar do Piauí que colocou recursos para os 224 municípios, pediu oportunidade para todos esses prefeitos que fizessem essa parceria comigo, que me dessem a oportunidade de trabalhar pela sociedade, independente de partido político, independente de ideologia.”
Ciro afirmou que cerca de 200 prefeitos estariam atualmente apoiando sua candidatura e disse que não teria exigido apoio eleitoral como condição para destinar recursos.
Ciro explica relação com prefeitos do PT
Questionado sobre o apoio de prefeitos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), apesar das críticas que costuma fazer à sigla, Ciro afirmou que a relação é resultado da atuação nos municípios.
“Minha parceria foi com os prefeitos que me deram a oportunidade de trabalhar pelos seus municípios.”
O senador acrescentou que também possui alianças com deputados e que sua prioridade, segundo ele, são os prefeitos que deram espaço para que pudesse atuar em suas cidades.
“Eu nunca exigi de um prefeito, ao colocar recurso, que ele votasse em mim.”
União Progressista decidirá posição no segundo turno
Sobre a ausência de Flávio Bolsonaro na campanha do Progressistas, Ciro explicou que a União Progressista decidiu manter neutralidade no primeiro turno.
Segundo ele, após a votação, a federação deverá se reunir para decidir se apoiará algum candidato no segundo turno ou se manterá a neutralidade.
“A quase totalidade dos diretórios optaram pela neutralidade no primeiro turno, mas logo que passar o primeiro turno, nós vamos reunir, acho que na terça-feira, depois das eleições, para tomar uma decisão no que diz respeito ao segundo turno.”
Questionado se existe uma tendência de apoio a Flávio Bolsonaro, Ciro afirmou que a decisão ainda precisa ser tomada pela federação.
Segurança hídrica é apontada como prioridade
Ciro também foi questionado por Apoliana Oliveira sobre propostas para enfrentar os problemas de abastecimento de água no Piauí. Ele defendeu a construção de adutoras e barragens e criticou o modelo atual de gestão do abastecimento.
O senador citou como exemplo uma barragem construída em Betânia e afirmou que investimentos semelhantes poderiam ser utilizados para atender outros municípios.
Ao apresentar as prioridades que defende para o Estado, Ciro colocou água e saúde entre os principais pontos.
“E nós vamos priorizar dois pontos muito importantes desse Estado, eu não tenho dúvida. É a questão de água, que é a mais prioritária, e a questão de saúde.”
A sabatina desta segunda-feira (21) no Jogo do Poder abordou ainda a escolha do irmão de Ciro como suplente, as estratégias eleitorais para o Senado, a relação com prefeitos, as propostas para Teresina, as chamadas bets e a possibilidade de mudanças no processo de cassação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
VEJA A SABATINA NA ÍNTEGRA: