- Comentaristas criticam prática de eleitores que pedem dinheiro em troca de votos durante eleições.
- Amadeu Campos afirma que negociação de voto é crime eleitoral e alerta sobre consequências.
- Candidata relata humilhação após recusar proposta de compra de voto de eleitor no Piauí.
- Apoliana Oliveira destaca responsabilidade dupla por negociação de votos e alerta sobre cidadania.
- Debate aborda necessidade de denunciar propostas de compra de votos e suas consequências legais.
Escrito por Eliaquim de Paula
No Jogo do Poder desta quinta-feira (03), os comentaristas criticaram a prática de eleitores que pedem dinheiro em troca de votos durante o período eleitoral. O debate ocorreu após o relato da candidata a deputada federal Francisca Protetora (Democratas), que afirmou ter sido abordada por um eleitor e chamada de “pobre e lascada” depois de recusar o pagamento de R$ 80.
Durante o programa, Amadeu Campos destacou que a prática não envolve apenas quem oferece dinheiro. Segundo ele, o eleitor que negocia o próprio voto também pode cometer crime eleitoral e deve ser orientado sobre as consequências da prática.
Amadeu Campos: “Se isso acontecer de novo, a senhora ameaça com prisão quem faz essa proposta aí, porque o que ele está propondo é um crime eleitoral. Vendendo o voto, sim, como o candidato não pode comprar o voto, o eleitor também não pode vender, não pode fazer o voto dele de mercadoria.”
O comentarista também criticou a percepção de parte dos eleitores de que o período eleitoral seria uma oportunidade para obter vantagens pessoais. Para Amadeu, essa postura distorce o sentido do processo democrático.
Amadeu Campos: “É uma resposta adequada para quem não entende a democracia e infelizmente é a grande maioria que reconhece nesse processo eleitoral apenas um momento para se dar bem, tirar vantagens na hora do voto.”
Responsabilidade
Apoliana Oliveira também criticou a negociação de votos e afirmou que a responsabilidade pela prática deve ser atribuída tanto a quem tenta comprar quanto a quem aceita vender o voto.
Apoliana Oliveira: “A culpa, ela é dupla, né? Do candidato que tenta comprar, vender ou comprar o eleitor e do eleitor que se vende.”
A comentarista ainda chamou atenção para os casos em que eleitores aceitam valores baixos em troca do voto e alertou para as consequências dessa escolha no exercício da cidadania.
Apoliana Oliveira: “Então, não venda o seu voto. Não venda, porque se está vendendo é o seu futuro, é a sua cidadania lá na frente.”
O debate também abordou a necessidade de denunciar propostas de compra de votos. A prática é proibida pela legislação eleitoral e pode envolver consequências tanto para quem oferece ou promete vantagem quanto para quem participa da negociação do voto.