- Senadora Damares Alves apoia pastor Ricardo Braz, suplente de Ciro Nogueira, em campanha no Piauí.
- Ricardo Braz é pastor da Assembleia de Deus e líder da UJADEP no estado.
- Escolha de Braz reforça presença evangélica na chapa de Ciro Nogueira para o Senado.
- Aproximação com eleitorado jovem e evangélico é estratégia eleitoral destacada em pesquisas.
- Participação de Damares em campanha de outro partido chama atenção por sua ligação com Republicanos.
Escrito por Eliaquim de Paula
A senadora Damares Alves (Republicanos) quer vir ao Piauí para apoiar a candidatura do pastor Ricardo Braz (PP), escolhido como segundo suplente do senador Ciro Nogueira (PP). A possibilidade foi comentada no programa Jogo do Poder desta segunda-feira (10) e ocorre após Ciro anunciar o nome do religioso para sua chapa. A movimentação aproxima Damares de um candidato que não pertence ao seu partido e é apontada, no cenário político, como uma estratégia de diálogo com o eleitorado evangélico e jovem no estado.
Ricardo Braz é pastor da Assembleia de Deus no Piauí e atua como líder da União de Jovens e Adolescentes da Assembleia de Deus no Piauí (UJADEP). Ele também exerce função de coordenador estadual da entidade e possui atuação junto ao segmento evangélico e à juventude.
O nome do pastor foi anunciado por Ciro Nogueira no dia 1º de agosto. Segundo o senador, a escolha reforça a presença do segmento evangélico em sua chapa para o Senado. O primeiro suplente é Raimundo Neto e Silva Nogueira, irmão de Ciro e ex-presidente da Agespisa.
Apoio ao suplente
Em vídeo publicado nas redes sociais, Damares afirmou ter ficado feliz com a escolha de Ricardo Braz para a chapa de Ciro Nogueira. A senadora destacou a possibilidade de o pastor participar diretamente de debates e decisões políticas e associou a escolha à defesa da comunidade cristã e da liberdade religiosa.
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Estratégia eleitoral
A aproximação com o eleitorado jovem também aparece no contexto das pesquisas eleitorais. Levantamento BTG/Nexus, realizado em julho, mostra que os eleitores de 16 a 24 anos apresentam diferenças importantes em relação ao eleitorado mais velho nos cenários presidenciais. A pesquisa ouviu 2.003 pessoas entre 10 e 12 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No Jogo do Poder, o jornalista Ari Carvalho destacou o caráter incomum da movimentação e chamou atenção para o fato de Damares ser uma figura nacional do Republicanos e apoiar um nome de outra legenda no Piauí.
“Ela vem fazer campanha para um suplente e assinador do Ciro Nogueira, o pastor Ricardo Braz. Aí ela disse, ó, o Ricardo Braz foi uma excelente escolha do senador Ciro Nogueira para a suplência dele.”
Ari também relacionou a escolha de Ricardo Braz à tentativa de aproximação de Ciro com o eleitorado evangélico, destacando a influência do pastor dentro das igrejas Assembleia de Deus no estado.
Francy, também durante o programa, ressaltou a ligação partidária de Damares com o Republicanos e considerou inusitada a possibilidade de a senadora participar de uma campanha para um candidato de outra sigla.
“Eu tô chocado. Choquei. Motivo, porque a senadora Damares é do Republicanos e ela vem fazer campanha pra alguém que não é do partido dela aqui no Piauí.”
Já Amadeu Campos tratou a situação sob a perspectiva da relação entre a atuação política e a organização partidária.
“Ah, doutor, mas você tá procurando partido e coerência em político?”