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Deputado Estadual propõe teto para cachês pagos com dinheiro público

Jogadores a apontam necessidade de regulação diante de valores milionários em festas

Deputado estadual Ziza Carvalho propõe teto para cachês pagos com dinheiro público | Reprodução/Meio Norte

Escrito por Eliaquim de Paula

No Jogo do Poder desta quarta-feira, (11), os comentaristas repercutiram o projeto apresentado pelo deputado estadual Ziza Carvalho (MDB) que propõe a fixação de um teto para cachês de artistas contratados com recursos públicos. O tema ganha força às vésperas do Carnaval, período em que prefeituras intensificam a contratação de atrações para eventos festivos.

A proposta estabelece um limite para pagamentos realizados com verba pública, abrindo debate sobre o uso responsável dos recursos. O assunto já vem sendo discutido em outros estados do Nordeste, onde valores milionários pagos a artistas têm gerado questionamentos por parte de órgãos de controle e da opinião pública.

O comentarista Eliezer Rodrigues ponderou que o projeto ainda passará por ajustes. Não dá pra dizer que esses valores serão os aprovados lá no final, mas é uma discussão”, afirmou. Para ele, o mais relevante é a abertura do debate: Vai haver articulação e a construção de um consenso nesse sentido, acredito que é uma forma de regulação importante.”

Amadeu Campos classificou a proposta como um ponto inicial razoável. “É claro que é difícil também você mensurar o trabalho artístico de cada cantor, de cada artista, mas algo tem que ser colocado como um teto, porque do jeito que está é que não pode permanecer”, declarou, ao defender limites claros para evitar distorções.

Na mesma linha, Apoliana Oliveira relacionou o debate à responsabilidade fiscal. “É dinheiro. A gente estava falando agora há pouco sobre recursos pra educação”, disse, ao lembrar que o poder público precisa equilibrar investimento em lazer com a manutenção de serviços essenciais. Para ela, é necessário garantir eventos culturais sem comprometer as contas do município ou do Estado.

O jornalista Arimatéia Carvalho trouxe um elemento adicional à discussão, ao citar denúncias históricas envolvendo gestores. “Tem artista cobrando um milhão e meio de cachê”, afirmou, acrescentando que o problema também teria sido alimentado por práticas irregulares de alguns prefeitos. Segundo ele, houve casos de “cabo racha”, em que valores eram inflados para posterior divisão. Não dá pra generalizar, não seremos levianos. Mas muitos prefeitos fizeram isso”, disse, apontando que o cenário contribuiu para a escalada dos cachês.

No Jogo do Poder, a avaliação predominante foi de que o projeto pode inaugurar um novo parâmetro para contratações artísticas com recursos públicos, estabelecendo limites e aumentando a transparência na aplicação do dinheiro do contribuinte.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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