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Presidente do TCE-PI destaca fiscalização para coibir irregularidades nas eleições

Presidente Kennedy Barros destaca atuação preventiva e integração com órgãos de controle no Piauí

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  • O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) intensificou a fiscalização e monitoramento das gestões públicas para coibir irregularidades.
  • Uso indevido da máquina pública pode gerar sanções administrativas, eleitorais e criminais, segundo o presidente Kennedy Barros.
  • O TCE-PI atua em parceria com outros órgãos de controle para identificar e adotar medidas cabíveis contra irregularidades.
  • Práticas consideradas comuns podem ferir a legislação eleitoral, como uso de veículos públicos e espaços institucionais com finalidade eleitoral.

Escrito por Eliaquim de Paula

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), Kennedy Barros, afirmou que o órgão intensificou a fiscalização e o monitoramento das gestões públicas para coibir irregularidades, especialmente em período eleitoral, com foco no uso indevido da máquina pública, que pode gerar sanções administrativas, eleitorais e até criminais. A declaração foi dada nesta terça-feira (05), durante entrevista ao programa Jogo do Poder.

Fiscalização e prevenção

Segundo o gestor, o uso da máquina pública em campanhas eleitorais é uma das principais preocupações da Justiça Eleitoral. Ele destacou que eventuais desvios de conduta podem ser investigados por diferentes órgãos, a partir de representações do Ministério Público Eleitoral, com possibilidade de impactos diretos em candidaturas e mandatos.

Veja bem, a questão das condutas vedadas, o uso da máquina mais utilizada a expressão em campanhas eleitorais, é a preocupação número um da justiça eleitoral”, afirmou Kennedy Barros.

Atuação integrada

O presidente do TCE-PI explicou que o tribunal atua de forma integrada com outros órgãos de controle, como Ministérios Públicos e a própria Justiça Eleitoral. Quando são identificadas irregularidades, essas informações são compartilhadas para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

O Tribunal, como é parceiro da justiça eleitoral e dos Ministérios Públicos, e como os órgãos hoje agem em rede, todas as vezes que encontra uma anomalia comunica esses agentes”, destacou.

Presidente do TCE-PI, Kennedy Barros em entrevista ao Jogo do Poder - Foto: MeioNews

Condutas e irregularidades

Durante a entrevista, Kennedy Barros ressaltou que práticas consideradas comuns podem, na verdade, ferir a legislação eleitoral. Entre os exemplos citados estão o uso de veículos públicos, equipamentos e espaços institucionais com finalidade eleitoral.

O uso de tratores, de carros públicos, para fins de angariar votos, espaços públicos, propaganda institucional, enfim”, disse, ao mencionar situações que podem configurar irregularidades.

Consequências legais

O presidente também alertou que o uso indevido da estrutura pública pode caracterizar atos de improbidade administrativa e até crimes, como peculato. As sanções incluem desde a rejeição de contas até a obrigação de ressarcimento ao erário, além de possíveis implicações na esfera eleitoral.

Ele reforçou que essas práticas podem comprometer candidaturas, gerar cassação de mandatos e resultar em penalidades judiciais, dependendo da gravidade dos casos.

Capacitação e orientação

Por fim, Kennedy Barros destacou que o TCE-PI tem investido em ações educativas e treinamentos em todo o estado para orientar gestores públicos sobre o que é permitido ou proibido pela legislação.

O Tribunal tem feito esses acompanhamentos e esses treinamentos em todo o estado do Piauí. Alertado sobre o que configura ou não”, afirmou, ao pontuar que, em muitos casos, irregularidades ocorrem por desconhecimento das normas.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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