- O deputado estadual Georgiano Neto confirmou convite ao PT para ocupar suplências da pré-candidatura de Júlio César ao Senado.
- Os nomes Iasmin Dias e Pedro Rocha foram sugeridos para as duas suplências, com Iasmin sendo filha do ministro Wellington Dias.
- O tema gerou comentários sobre divisões internas no PT, incluindo a "PT raiz" e "PT Nutella", e a convivência entre alas governistas.
- A discussão expôs tentativa de manter equilíbrio político entre grupos do PT na construção da chapa para 2026.
As articulações para a disputa ao Senado em 2026 ganharam novos capítulos no Jogo do Poder desta sexta-feira (08). O debate girou em torno da declaração do deputado estadual Georgiano Neto (PSD), que confirmou o convite para que o PT ocupe as duas suplências da pré-candidatura de Júlio César ao Senado.
Em entrevista repercutida no programa, Georgiano afirmou que os espaços foram oferecidos a nomes ligados diretamente ao núcleo petista. “As duas suplências devem ficar a cargo do Partido dos Trabalhadores. Foi feito um convite a Iasmin Dias para a primeira suplência e a Pedro Rocha para a segunda suplência. Estamos aguardando uma definição”, declarou.
No Jogo do Poder, os comentaristas destacaram o peso político dos nomes colocados na mesa. Eliézer Rodrigues lembrou que Iasmin Dias é filha do ministro Wellington Dias, enquanto Pedro Rocha atua como chefe de gabinete do governador Rafael Fonteles, o que reforça o alinhamento entre PSD e o núcleo principal do governo estadual.
O tema acabou rendendo comentários bem-humorados sobre as diferentes correntes internas do PT. Ari Carvalho brincou ao classificar os grupos como “PT raiz” e “PT Nutella”, enquanto Francy Teixeira entrou na discussão falando em “PT de camisa vermelha” e “PT de camisa branca”. A fala provocou reação imediata dos demais comentaristas.
Apoliana Oliveira ironizou a situação ao chamar o cenário de “a colorimetria da confusão”, enquanto Amadeu Campos tentou minimizar as divisões internas. “Não é possível isso. O PT só é um, minha gente”, comentou durante o debate.
Mesmo em tom descontraído, a discussão expôs um ponto considerado central dentro da base governista: a convivência entre diferentes alas do PT, algumas mais ligadas ao ministro Wellington Dias e outras mais próximas do governador Rafael Fonteles. Ainda assim, os comentaristas avaliaram que o movimento do PSD demonstra tentativa de manter equilíbrio político entre os dois grupos na construção da chapa para 2026.