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Semec endurece critérios e pais reclamam da falta de transporte escolar em Teresina

omentários no Jogo do Poder cobram revisão de norma que limita ônibus a distâncias acima de 2,5 km

Semec endurece critérios e pais reclamam da falta de transporte escolar Teresina | Reprodução

Escrito por Eliaquim de Paula

No Jogo do Poder desta sexta-feira, 6 de fevereiro, os comentaristas repercutiram reclamações de pais de alunos da rede municipal de Teresina sobre a suspensão de rotas do transporte escolar. O tema ganhou força após o secretário municipal de Educação, Ismael Silva, confirmar que o fornecimento de ônibus segue um critério mínimo de distância entre a casa do aluno e a escola.

O jornalista Arimatéia Carvalho relatou que foi procurado por mães de estudantes de vários bairros e levou a demanda ao programa.

“As mães dizem o seguinte, Ari, havia ônibus, mas houve supressão de rotas”, afirmou. 

Ele citou como exemplo a escola municipal Jornalista Deoclésio Dantas, onde duas das três rotas teriam sido extintas, obrigando alunos a irem a pé. 

Os alunos que moram nas rotas extintas estão tendo que ir e voltar a pé”, relatou.

Segundo Arimatéia, o secretário confirmou que houve reestruturação das linhas e detalhou os critérios adotados. “O critério mínimo é de dois quilômetros e meio de distância entre a residência do estudante e a unidade escolar”, disse, acrescentando uma atualização enviada pelo próprio gestor: 

“Dois quilômetros e meio no ensino fundamental e um quilômetro e meio na educação infantil”

Ele frisou ainda que, embora a portaria seja de 2014, 

“não estava sendo cumprida porque havia ônibus até o ano passado”.

O jornalista ponderou que a regra desconsidera a realidade das famílias. 

“O ensino infantil é criancinha pequena. Um quilômetro e meio é muito longe”, avaliou, lembrando que no trajeto de ida e volta a distância pode chegar a cinco quilômetros. 

Arimatéia também informou que o Ministério Público do Estado do Piauí já entrou no caso após audiência extrajudicial para apurar a suspensão do transporte em bairros como Vale do Gavião, Árvores Verdes e Santa Bárbara, especialmente porque:

“há crianças laudadas com espectro autístico e síndrome de Down”.

O comentarista Amadeu Campos fez críticas diretas à norma. 

“Isso não é cláusula pétrea da Constituição, secretário”, afirmou, ao questionar o porquê de não reduzir as distâncias. “Que tal 500 metros para o infantil e um quilômetro para o ensino fundamental?”, sugeriu.

Defendendo que o impacto financeiro não inviabilizaria o serviço e lembrando a existência de verba federal específica para transporte escolar.

Amadeu reforçou que o foco deveria ser garantir o acesso à escola. 

“O objetivo fundamental do poder público é atender as pessoas, no caso da educação”, disse;

E defendeu a revisão da portaria e o uso de recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar. 

Para ele, “do jeito que está, está ruim. Vamos melhorar”.

Eliezer Rodrigues destacou que normas genéricas nem sempre refletem a realidade local. 

“Um quilômetro no momento de se deslocar para a escola, para quem não tem um transporte, é muito”, avaliou. 

Segundo ele, é necessário considerar fatores como calor intenso e período chuvoso, defendendo que a prefeitura;

“faça um estudo de viabilidade, de custeio, para garantir que essas famílias recebam assistência” e que nenhuma criança fique fora da sala de aula.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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